Polícia investiga professor de Ponta Grossa por abuso sexual dentro da sala

Um professor de matemática é suspeito de abusar sexualmente de alunas do Colégio Cívico-Militar Frei Doroteu de Pádua, d..

Redação - 20 de outubro de 2021, 18:18

(Reprodução/SEED)
(Reprodução/SEED)

Um professor de matemática é suspeito de abusar sexualmente de alunas do Colégio Cívico-Militar Frei Doroteu de Pádua, de Ponta Grossa, e é investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR). O caso veio à tona com uma denúncia de uma estudante e os pais na última sexta-feira (15), que sucedeu outras queixas.

Conforme a denúncia, o docente teria escolhido a aluna para fazer a chamada da classe. Quando ela estava na frente dos colegas, ele colocou as mãos no ombro da menina e depois passou pelo corpo até as partes íntimas.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEED) afirma que o diretor do colégio, ao ser informado sobre a conduta do professor, realizou um registro em ata, comunicou os pais das alunas e teve uma reunião com o professor, que pode ser afastado antes mesmo da sindicância interna.

"Neste momento, o Núcleo Regional de Educação de Ponta Grossa analisa a ata e os relatórios sobre as queixas. Será aberta uma sindicância e um processo administrativo disciplinar. Agora, haverá a publicação de uma resolução que designa os servidores que farão parte da comissão que fará a apuração dentro da sindicância. Essa comissão tem até três dias para deliberar e pode decidir pelo afastamento imediato do professor. Após, a sindicância tem até 30 dias para ser concluída, com a possibilidade de demissão do professor", diz a pasta.

MANIFESTAÇÕES CONTRA O PROFESSOR

De acordo com o portal aRede, alunos e pais têm organizado protestos após as denúncias de abuso sexual por parte do professor. Uma mãe contou ao site que a filha levou ‘uma passada de mão na bunda dentro de sala de aula’. "Soubemos o que aconteceu e procuramos a direção de escola que nos instruiu o que fazer. Chamamos a Polícia Militar e registramos uma ocorrência no Nucria", relatou ela.

Nas redes sociais da escola também há diversos comentários sobre o caso.