Professora de Cambé (PR) é afastada após suspeita de xenofobia contra criança haitiana

Redação

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Uma professora da rede municipal de Cambé, na região metropolitana de Londrina, no norte do Paraná, foi afastada suspeita de cometer crime de xenofobia contra uma criança de origem haitiana. O menino tem apenas cinco anos de idade.

Segundo a TV Band Maringá, embora a profissional afastada das salas de aula, a professora continua com o trabalho administrativo até o fim das investigações. Uma sindicância foi aberta pela Secretaria Municipal da Educação para apurar o caso.

O crime de xenofobia teria sido testemunho por, pelo menos, dois funcionários da Escola Municipal Padre Symphoriano Kopf.

O CASO

De acordo com as investigações preliminares, o menino haitiano foi alertado pela zeladora para que respeitasse a fila do lanche, no intervalo entre as aulas.

Ao presenciar a cena, a professora teria gritado para a criança: “você precisa respeitar a fila. Você veio da África, aqui é o Brasil“.

Apesar do erro grosseiro de Geografia — o Haiti fica nas ilhas do Caribe, na América Central, e não na África –, a fala da professora contra o garoto de cinco anos teria clara intenção xenofóbica.

No Brasil, xenofobia é considerado crime contra a honra, previsto no artigo 140 do Código Penal, neste caso com previsão de pena de reclusão de um a três anos, além de multa.

  • Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:
  • § 3° Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003)

XENOFOBIA CONTRA CRIANÇA HAITIANA EM CAMBÉ

Em nota, a Secretaria Municipal da Educação de Cambé (PR) confirmou as investigações e afirmou que fez diligências na escola, acompanhada da zeladora e de outro funcionário que presenciou o crime e interviu.

A pasta diz que o acolhimento dos alunos estrangeiros não é negligenciado, e que a agressão contra a criança haitiana, até o momento, configura um caso isolado.

O processo foi encaminhado à Corregedoria Municipal, que será responsável por julgar a conduta da professora. A profissional não foi encontrada pela reportagem.

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