Professores completam 72 horas de greve de fome em frente ao Palácio Iguaçu

Redação


Um grupo de educadores permanece acampado e em regime de greve de fome em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, em Curitiba. Eles pedem a revogação do edital de contratação PSS (Processo Seletivo Simplificado), que prevê a aplicação de prova presencial em meio à pandemia do coronavírus.

De acordo com a APP Sindicato, entidade que representa professores e servidores da educação, 24 educadores completaram neste domingo (22) três dias sem comer. Eles estão no local desde as 10h30 da última quinta-feira (19) e são acompanhados por equipes médicas e voluntários que se revezam para auxiliar no que é necessário.

Além da revogação do edital 47 sobre a prova para PSS, a classe também reivindica o pagamento de direitos de carreira que estão congelados e a prorrogação do contrato de 9 mil funcionários.

“As pautas são, principalmente, para evitar o desemprego de quase 30 mil profissionais da educação entre professores e funcionários”, afirma a APP Sindicato.

Greve de fome dos educadores paranaenses já dura três dias. Foto: Divulgação/APP Sindicato

O governo do Paraná até o momento não indicou que atenderá os pedidos dos educadores.

Na última quarta-feira (18), o prédio administrativo da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) foi ocupado por um grupo de servidores. Os manifestantes deixaram o local no dia seguinte.

O edital do PSS para professores no Paraná foi aberto no dia 11 de novembro. O governo informou que 20 mil candidatos já haviam se inscrito no processo até sexta-feira passada (20).

Ainda segundo o governo estadual, o número de inscritos já é cinco vezes maior que o número mínimo de vagas que prevê o edital (47/2020) da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, de 4 mil professores temporários para 2021.

As inscrições seguem até as 18h desta segunda-feira (23).

A prova está prevista para o dia 13 de dezembro, e estima-se que o PSS pode movimentar um total de 100 mil pessoas.

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