Professores da rede estadual entram em greve

Os professores da rede estadual de ensino vão cruzar os braços a partir de segunda-feira (17) em greve contra a emenda d..

Redação - 16 de outubro de 2016, 18:57

Os professores da rede estadual de ensino vão cruzar os braços a partir de segunda-feira (17) em greve contra a emenda da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhada pelo governador Beto Richa (PSDB) para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) que retira o reajuste da categoria previsto para janeiro de 2017.

A votação da emenda foi suspensa e uma reunião com representantes do Governo do estado e dos sindicatos que representam os servidores estaduais está marcada para a quarta-feira (19).

Cerca de cem mil professores da rede estadual de ensino que participaram da assembleia realizada pela App-Sindicato, na manhã desta quarta-feira (12), na sede do Paraná Clube, decidiram pela greve da categoria a partir da próxima segunda-feira (17).

Servidores ocupam corredores da Alep contra medida que adia reajuste

A diretora da App-Sindicato, Marlei Fernandes, afirmou que os servidores compareceram na Alep, no início desta semana, para entregar um documento ao presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB). “Nós queremos que as emendas que retiram a nossa data-base sejam recolhidas e que possamos abrir todo e qualquer processo de negociação com o governo. Nós não podemos aceitar que a nossa data-base que já teve interferências nos próximos anos, tenha novamente neste momento”.

A promessa de reajuste foi feita para acabar com a greve dos servidores, que aconteceu no ano passado, durou 44 dias e ficou marcada pela violência do dia 29 de abril.

O secretário-geral da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB) afirmou em entrevista coletiva, que a suspensão do reajuste dos servidores públicos estaduais, previstos para janeiro de 2017, deve ser adotado para evitar atrasos nos pagamentos dos salários. Não há previsão de data para o pagamento do reajuste.

Uma manifestação que deve reunir servidores de todas as categorias está marcada para acontecer em Curitiba, no próximo dia 25.

Sem reajuste

A lei em questão determina que o governo pague, em 1° de janeiro, o reajuste atrasado dos servidores, repondo os índices de inflação de janeiro a dezembro de 2016, acrescentando ainda mais um percentual de 1% de adicional de data-base relativo à compensação dos meses não pagos do ano de 2015. A lei foi proposta após acordo que encerrou a greve do funcionalismo no ano passado.

As propostas de emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias do Estado, que atrasa o pagamento do reajuste, foi encaminhada pelo governador Beto Richa à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), na última terça-feira. Elas foram lidas em plenário e precisam passar pelo trâmite da casa para ser apreciada no plenário.

O líder do governo na Assembleia, Luiz Claudio Romanelli, do PSB, anunciou na terça da semana passada que o congelamento dos salários dos servidores só será votado depois que o projeto de ajuste fiscal da União for aprovado em Brasília.

O PL-257 é o texto que estabeleceu a renegociação das dívidas e impôs novas regras aos Estados. O projeto já foi aprovado na Câmara Federal, mas ainda tem que passar no Senado, sem data marcada.Romanelli defendeu, no entanto, que o congelamento dos salários será necessário devido à crise financeira.