Professores protestam em frente à casa do líder do Governo

Com informações de Tabata ViapianaCerca de cem professores foram neste sábado (15), Dia do Professor, até a casa do depu..

Fernando Garcel - 15 de outubro de 2016, 21:09

Com informações de Tabata Viapiana

Cerca de cem professores foram neste sábado (15), Dia do Professor, até a casa do deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), líder do Governo na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba, protestar contra o projeto do governador Beto Richa (PSDB) que revoga o reajuste salarial dos servidores públicos do estado.

A proposta foi enviada ao legislativo no começo do mês, um dia após as eleições municipais. Logo que o texto foi apresentado, os servidores deram início a uma série de protestos, que levou à suspensão da tramitação do projeto nesta semana. A categoria dos professores e os policiais civis, que estavam em estado de greve, cruzam os braços e paralisam os serviços a partir de segunda-feira (15).

> Policiais civis aderem à greve dos servidores e cruzam os braços na segunda-feira

> Professores entram em greve a partir de segunda-feira

A medida foi considerada insuficiente pelos professores, que pediram ajuda de Romanelli para evitar o congelamento dos salários.

Com faixas e cartazes e até um carro de som, os professores foram recebidos pelo líder do governo, que tentou explicar a opção do estado em priorizar o pagamento de promoções e progressões ao invés do reajuste salarial do funcionalismo público. "O que eu queria dizer, que a Assembleia e eu, na condição de líder do governo, eu aceito esse papel de buscar a mediação para encontrar um ponto de equilíbrio. Eu acho que é em uma mesa de negociação nós podemos avançar e encontrar soluções que contemplem as duas questões: o pagamento do reajuste e o pagamento das promoções e progressões", disse o líder do Governo.

Romanelli também argumentou que construiu um diálogo entre os servidores e o governo em 2015 e quem afirmou que não há verba para o pagamento das contas foi o secretário da Fazenda Mauro Ricardo Costa. “Todos devem lembrar que eu construí o diálogo no ano passado, aquele entendimento para a lei do acordo do reajuste salarial. Mas quem disse que não tem como pagar as duas contas foi o secretário da Fazenda. Então, ele vai reunir os sindicatos e vai explicar por que não dá pra pagar as duas contas”, afirmou o Romanelli.

Uma reunião entre os sindicatos e o secretário da Fazenda Mauro Ricardo Costa está marcada para a próxima quarta-feira (19).


Greve do funcionarismo público no Paraná

A promessa de reposição salarial foi feita para acabar com a greve dos servidores, que aconteceu no ano passado, durou 44 dias e ficou marcada pela violência do dia 29 de abril.

O governo do estado afirma, agora, que não pode cumprir o acordo em razão da baixa arrecadação e diz que vai priorizar o pagamento das promoções e progressões de 80 mil dos 240 mil servidores ativos. Uma greve geral do funcionalismo está prevista para começar nesta segunda-feira contra o congelamento do aumento salarial.

Na última quarta-feira (13), a tramitação do projeto de lei que congela os salários dos servidores estaduais foi suspensa pelo governo do estado, mas a categoria dos professores manteve a paralisação até que emenda seja retirada.