Professores da UEM anunciam greve a partir de sexta-feira

Rosangela Gris, Metro Jornal MaringáOs professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) decidiram pela paralisação ..

Fernando Garcel - 11 de outubro de 2016, 11:17

Rosangela Gris, Metro Jornal Maringá

Os professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) decidiram pela paralisação das atividades, nesta segunda-feira (10), em protesto contra o projeto enviado pelo governador Beto Richa (PSDB) à Assembleia Legislativa que prevê o corte no reajuste do servidores públicos do Paraná previsto para janeiro de 2017.

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A greve deve ser deflagrada na próxima sexta-feira (14), quando a decisão for ratificada em assembleia, a partir das 9h, na Aduem (Associação dos Docentes da UEM). "Precisamos seguir os trâmites legais já que, ao contrário das demais universidades, a UEM não estava em estado de greve. Notificamos o governo sobre a aprovação do indicativo e, na sexta-feira, faremos apenas a confirmação", explica Edmilson Aparecido da Silva, presidente da Sesduem (Seção Sindical dos Docentes da UEM).

De acordo com Silva, as aulas devem ser suspensas no câmpus-sede e também nos campi. "Depois da assembleia, vamos iniciar a mobilização e o diálogo com a comunidade para explicar os motivos da paralisação", adiantou o presidente da Sesduem, acrescentando que a categoria quer a retirada da mensagem que suspende o reajuste salarial do funcionalismo.

Na próxima terça-feira (18) os representantes da UEM participam, junto com as demais universidades, de uma reunião com o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, em Curitiba.


Sem reajuste para servidores no Paraná

A lei em questão determina que o governo pague, em 1° de janeiro, o reajuste atrasado dos servidores, repondo os índices de inflação de janeiro a dezembro de 2016, acrescentando ainda mais um percentual de 1% de adicional de data-base relativo à compensação dos meses não pagos do ano de 2015. A lei foi proposta após acordo que encerrou a greve do funcionalismo no ano passado.

As propostas de emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias do Estado, que atrasa o pagamento do reajuste, foi encaminhada pelo governador Beto Richa à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), na última terça-feira. Elas foram lidas em plenário e precisam passar pelo trâmite da casa para ser apreciada no plenário.

O líder do governo na Assembleia, Luiz Claudio Romanelli, do PSB, anunciou na terça da semana passada que o congelamento dos salários dos servidores só será votado depois que o projeto de ajuste fiscal da União for aprovado em Brasília.

O PL-257 é o texto que estabeleceu a renegociação das dívidas e impôs novas regras aos Estados. O projeto já foi aprovado na Câmara Federal, mas ainda tem que passar no Senado, sem data marcada.Romanelli defendeu, no entanto, que o congelamento dos salários será necessário devido à crise financeira.