Professores da UEM entram em greve

Mariana Ohde


Os professores, servidores técnicos e administrativos da Universidade Estadual de Maringá (UEM) iniciam greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (17). Com cerca de 80 votos favoráveis e oito contrários, a paralisação foi aprovada em assembleia na segunda-feira (10).

Os professores são contra uma proposta de emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que prevê o adiamento do pagamento do reajuste salarial da categoria, originalmente previsto para janeiro de 2017. A promessa do pagamento foi feita no ano passado para acabar com uma paralisação que durou cerca de 40 dias.

De acordo com Edmilson Aparecido da Silva, presidente da Seção Sindical dos Docentes da UEM (Sesduem), as aulas devem ser suspensas no câmpus-sede e também nos campi. “Vamos iniciar a mobilização e o diálogo com a comunidade para explicar os motivos da paralisação”, adiantou, acrescentando que a categoria quer a retirada da mensagem que suspende o reajuste salarial do funcionalismo.

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Segundo o governo do estado, a suspensão do reajuste é necessária para a recuperação da economia.

Na terça-feira (18), os representantes da UEM participam, junto com as demais universidades, de uma reunião com o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, em Curitiba.

Suspensão do reajuste para os servidores

A proposta de emenda, em análise na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), determina que o governo pague, em 1° de janeiro, o reajuste atrasado dos servidores, repondo os índices de inflação de janeiro a dezembro de 2016, acrescentando ainda mais um percentual de 1% de adicional de data-base relativo à compensação dos meses não pagos do ano de 2015. A lei foi proposta após acordo que encerrou a greve do funcionalismo no ano passado.

A proposta de emenda à LDO do estado foi encaminhada pelo governador Beto Richa (PSDB) à Alep, no início do mês. Ela foi lida em plenário e precisa passar pelo trâmite da casa para ser apreciada.

O líder do governo na Assembleia, Luiz Claudio Romanelli (PSB), anunciou que o congelamento dos salários dos servidores só será votado depois que o projeto de ajuste fiscal da União for aprovado em Brasília. O PL-257 é o texto que estabeleceu a renegociação das dívidas e impôs novas regras aos estados. O projeto já foi aprovado na Câmara Federal, mas ainda tem que passar no Senado, sem data marcada. Romanelli defendeu, no entanto, que o congelamento dos salários será necessário devido à crise financeira.

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