Após desocupar prédio da Alep, professores iniciam greve de fome em frente ao Palácio

Redação


Após desocupar o prédio administrativo da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), por volta das 10h30, dezenas de professores se deslocaram até o Palácio do Iguaçu e iniciaram uma greve de fome.

Segundo a APP-Sindicato, a decisão de ficar sem comer continua até o grupo receber uma resposta positiva sobre a reinvindicação de revogar o edital do PSS (Processo Seletivo Simplificado).

Além do risco sanitário, os servidores afirmam que o PSS pode custar até R$ 4 milhões aos cofres do Estado. A prova está prevista para o dia 13 de dezembro e estima-se que o PSS pode movimentar um total de 100 mil pessoas.

“Nós fizemos uma avaliação, de transferir a nossa ocupação dos professores para o Palácio do Iguaçu e iniciarmos uma greve de fome, porque para um governo que não tem diálogo, nós só podemos aumentar a pressão da nossa manifestação”, afirmou o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão.

PROFESSORES OCUPARAM PRÉDIO ADMINISTRATIVO DA ALEP

Na noite de ontem, a Justiça determinou a desocupação imediata de professores que ocupavam o prédio administrativo da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná). De acordo com o juiz substituto Fábio Machado, que concedeu a liminar, os grupo entrou no local desrespeitando as regras e de modo agressivo.

Caso os professores não desocupassem a Alep, a APP-Sindicato estaria sujeita à multa diária de R$ 30 mil. Diante da ocupação, o Governo do Paraná informou na tarde de ontem, em nota, que “após a invasão da APP-Sindicato à Assembleia Legislativa as negociações com a categoria estão encerradas”.

A Alep lamentou, em nota, a “ocupação de parte de suas instalações, ocorrida na tarde desta quarta-feira (18), por aproximadamente 50 pessoas”. O Legislativo informou que o tema não depende de manifestação do plenário da Assembleia Legislativa, sendo prerrogativa exclusiva do Executivo.

governo do Estado, também por meio de nota, disse que “não negocia com sindicato que não respeita as instituições democráticas”.

A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed), informou que “sempre esteve aberta ao diálogo com os representantes dos professores”. A pasta afirma que o processo de contratação PSS foi tema de uma Comissão Especial. Nove reuniões realizadas nos últimos três meses debateram a proposta até a abertura do edital, no dia 11 de novembro.

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