Professores paralisam as atividades no dia 29 de abril no Paraná

Os professores do Paraná devem paralisar as atividades nas escolas e universidades estaduais na próxima sexta-feira (29)..

Mariana Ohde - 27 de abril de 2016, 12:31

Os professores do Paraná devem paralisar as atividades nas escolas e universidades estaduais na próxima sexta-feira (29), data em que o confronto entre policiais e professores no Centro Cívico, em Curitiba, completa um ano. Uma manifestação também está marcada nesta data na capital.

O confronto aconteceu na Praça Nossa Senhora de Salete no dia 29 de abril de 2015 e deixou cerca de 200 pessoas feridas. A causa da confusão foi a votação, na Assembleia Legislativa do Paraná, de mudanças na Paraná Previdência. Pra marcar a data, a organização espera reunir 20 mil pessoas na mobilização desta sexta-feira. Por isso, não haverá aulas nas universidades e escolas estaduais. A concentração começa pela manhã, nas Praças Santos Andrade e Rui Barbosa. Por volta das 10h30, servidores, representantes de movimentos sociais e sindicais se encontram na Praça Tiradentes. Em seguida, todos marcham até o Centro Cívico. Na Praça Nossa Senhora de Salete, a manifestação segue por toda a tarde. Na programação, há um almoço comunitário e um show com a banda Detonautas.

Representantes do Fórum 29 de Abril estiveram na Assembleia Legislativa pra dar detalhes do protesto em uma entrevista coletiva. Segundo Marlei Fernandes, uma das coordenadoras, ainda há demandas dos servidores que não foram atendidas. "Não teve um avanço significativo da pauta de todas as categorias. Há atrasos nos pagamentos, falta de chamamento dos concursos públicos, há violência, como o assassinato de um agente penitenciário na semana passada. Nós vivenciamos um momento crítico, em que não há avanço. Há reuniões, mas elas não se traduzem no atendimento da pauta dos servidores do estado", explica. Por isso, o objetivo é, também, reforçar a reivindicações. "Principalmente o pagamento de atrasados das diversas categorias. Só na educação, são R$ 180 milhões. Também denunciamos a falta de servidores, nós precisamos de mais concursos públicos. Há categorias que têm concurso, mas não têm chamamento. E, principalmente, a questão da previdência, que nos preocupa sempre, porque é um patrimônio dos servidores", afirma.

O modo como o ato está sendo organizado foi criticado na tribuna do legislativo pelo deputado Stephanes JR (PSB). "São milhões que vão ser gastos na sexta-feira. Eu acho que o professor não sabe disso, que a APP pega seu dinheiro para fazer isso. E é um ato também de apoio à Dilma, contra o impeachment. Não consigo entender isso. Tem uma manipulação. Acho que o professor do Paraná não sabe dessas informações", disse.

O líder do governo no legislativo, o deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB), avalia que o momento econômico dificulta as negociações. "Tenho o maior respeito pelas manifestações. Eu entendo que, por outro lado, o país está vivendo um período absolutamente turbulento. E no caso específico de se apresentar reivindicações em um momento em que há uma redução brutal da receita de todos entes federados, reconheçamos aqui: quem está recebendo, como no Paraná, reajuste salarial e salário em dia deveria agradecer", afirma.

(Com informações da CBN Curitiba)