Professores relembram seis anos de confronto em mais uma manifestação de 29 de abril

Redação


Nesta quinta-feira, professores e outros profissionais da educação relembram seis ano do confronto na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico de Curitiba, em mais uma manifestação de 29 de abril.

De acordo com a APP-Sindicato, além de relembrar o “Massacre no Centro Cívico”, como intitulam, os profissionais defendem a vacinação em massa, segurança nas escolas e o pagamento do auxílio-emergencial.

“Professores(as) estão sobrecarregados(as) com a nova metodologia de aulas online, os(as) funcionários(as) estão sendo substituídos(as) por terceirizados(as), com cada vez menos direitos e formação específica, e os salários estão congelados. O clima de tensão nas escolas é crescente e tem adoecido a categoria. A educação clama por respeito”, diz o sindicato em nota.

Hoje, professores e funcionários paralisaram as atividades na rede pública estadual para realizar atos em todo Paraná. Em Curitiba e Região Metropolitana, o ato iniciou às 8h em frente ao prédio da Seed (Secretaria de Educação e do Esporte).

A partir das 10h, os educadores devem seguir em carreata (veja abaixo) até o Centro Cívico, onde permanecem pela tarde. O Paraná Portal procurou a Seed, que não quis se manifestar.

O QUE ACONTECEU EM 29 DE ABRIL DE 2016 EM CURITIBA?

A Batalha, ou Massacre, do Centro Cívico como foi chamada mais tarde, aconteceu na Praça Nossa Senhora de Salete no dia 29 de abril de 2015 e deixou cerca de 200 pessoas feridas.

A causa da confusão foi a votação, na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), da reestruturação do Paranaprevidência, responsável pelo pagamentos das aposentadorias dos servidores do Estado.

O projeto de lei que promovia as mudanças foi aprovado em primeira discussão por 31 votos a 20 no dia 27 de abril. A redação final seria votada no dia 29, antes de ser encaminhada para sanção do governador Beto Richa (PSDB).

O projeto transferia cerca de 30 mil aposentados com mais de 73 anos do Fundo Financeiro, bancado pelo governo estadual, para o Fundo Previdenciário, que é formado por contribuições dos servidores e do estado.

A transferência ameaçava gerar um déficit no Fundo Previdenciário e a redução da solvência (capacidade do fundo de se manter estável) da Paranaprevidência de 57 para 29 anos.

No dia da votação, 29 de abril, professores se reuniram em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para se opor à aprovação. O confronto começou quando os servidores, que pretendiam ir à Assembleia para acompanhar a votação, foram barrados por um cordão formado pelos agentes da Polícia Militar (PM).

Os policiais usaram bombas e dispararam tiros de balas de borracha. A Secretaria de Segurança Pública informou, na ocasião, que 20 policiais também ficaram machucados. A sessão acabou sendo adiada para o dia seguinte, quando os deputados aprovaram o projeto em segundo turno e em redação final.

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