Promotor do caso Daniel afirma que perícia deve revelar detalhes do crime, sem mudanças no caso

Andreza Rossini e Vanessa Fernandes - CBN Curitiba

edison brittes, caso daniel, prisão preventiva, tornozeleira eletrônica, coronavírus, covid-19

O promotor do Ministério Público do Paraná (MP-PR), João Nilton Salles que recebeu o inquérito referente ao caso do ex-jogador Daniel, nesta quarta-feira (21), afirmou que não espera surpresa com os resultados de laudos periciais do Instituto Médico Legal, que devem chegar na quinta-feira (22).

“Os fatos ficaram muito claros, o que a perícia pode demonstrar de forma correta é qual o momento que aconteceu a morte, qual a lesão entre as várias que ele sofreu foi a que efetivamente causou a morte. Pode demonstrar o que ocorreu no segundo local do crime, o que fizeram com o corpo, já que ele foi morto em um lugar e encontrado em outro. A perícia tira uma série de conclusões técnicas que vão apresentar a dinâmica que aconteceu ali”, afirmou.

O promotor espera que ate sexta-feira o inquérito seja transformado em ação penal.

Suspeitos indiciados

Os sete suspeitos foram indiciados por diferentes crimes, sendo homicídio qualificado, fraude processual, ocultação de cadáver, lesões graves e coação de testemunhas. As penas somadas ultrapassam 40 anos de reclusão.

  • Edison Brittes, que confessou ter matado Daniel. Vai responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • Eduardo da Silva, que estava no carro em que Daniel foi levado até SJP. É indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • Ygor King, também estava no carro em que Daniel foi levado. Vai responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • David Willian da Silva, namorado de Allana que também estava no carro. É suspeito de homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • Cristiana Brittes, esposa de Edison. É indiciada por coação de testemunha e fraude processual;
  • Allana Brittes, filha de Edison, vai responder por coação de testemunha e fraude processual;
  • Eduardo Purkote, que teria participado das agressões na casa da família, vai responder por lesões graves.

Relembre o caso

Daniel foi encontrado mutilado, Estrada do Mergulhão, área rural de São José dos Pinhais, no dia 27 de outubro. O ex-jogador foi mutilado e teve o pênis cortado e pendurado em uma árvore.

O crime ocorreu após o aniversário de 18 anos da filha do casal, Cristiana e Edison, Allana Brittes. A festa começou em uma balada de Curitiba, no dia 26 de outubro, e seguiu para casa de Allana, onde começaram as agressões ao ex-jogador.

Edison afirma que ele estava no quarto tentando estuprar Cristiana. O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevizan, já declarou que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que teriam formulado uma história, podendo ser indiciados também por coação de testemunhas.

 

 

 

Previous ArticleNext Article