Protesto pede a transferência de presos em delegacia cercada por escolas

Fernando Garcel


Eduardo Xavier | Metro Jornal Maringá

Cerca de 100 moradores de Sarandi protestaram em frente à Delegacia de Polícia Civil, na região central da cidade, para pedir a transferência de presos da cadeia pública que está superlotada na segunda-feira (11).

“Não tivemos retorno do governo do estado sobre o abaixo-assinado e o protesto foi justamente uma resposta a isto”, disse o advogado José Wlademir Garbuggio, responsável pela iniciativa de fazer o abaixo-assinado, que reuniu cerca de 5 mil assinaturas, para pedir a interdição da unidade à Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp).

Segundo o advogado, membro da Comissão Pró-Retirada da Carceragem, depois da manifestação, que começou 8h e terminou às 11h, o grupo conseguiu uma reunião amanhã ou quinta-feira com o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), desembargador Renato Braga Bettega, para tratar sobre a transferência de detentos.

No dia 5 deste mês, sete presos fugiram pelo telhado. Quatro foram recapturados até agora. A cadeia, que tem capacidade para 40 detentos, tem hoje 187. No último dia 1º de agosto, uma revista geral na carceragem fez com que cerca de 100 pais não levassem seus filhos à escola de educação infantil e ensino fundamental e médio vizinha à cadeia.

As fugas constantes e risco de rebeliões levam insegurança a moradores e a quem trabalha nas proximidade da delegacia. Em um raio de 50 metros há três instituições de ensino, inclusive de educação infantil e a Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), a Clínica Materno Infantil, da rede pública de saúde, e um ginásio de esportes frequentado por crianças e adolescentes.

Outro lado

A Sesp informou, por meio de nota, que a transferência de presos de delegacias para o sistema prisional é de competência do Contrasp (Comitê de Transferência de Presos), composto por membros do Judiciário, Ministério Público, Depen (Departamento Penitenciário) e presidido pela VEP (Vara de Execuções Penais de Maringá).

Segundo a secretaria, a solução para a superlotação são as 14 obras de construção e ampliação de unidades prisionais do estado. De acordo com o governo, serão abertas cerca de 7 mil novas vagas. A previsão é criar 2,4 mil vagas até meados de 2018 e o restante até o final do próximo ano.

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