Em greve, servidores estaduais fazem protesto na Secretaria da Educação nesta sexta

Angelo Sfair

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Os servidores estaduais em greve realizam um protesto nesta sexta-feira (05), a partir das 7h30, em frente à sede da Secretaria de Estado da Educação (SEED), em Curitiba. Os trabalhadores cruzam os braços desde 25 de junho pela data-base deste ano. Além disso, eles denunciam uma defasagem salarial de 17%, resultado de quatro anos de vencimentos congelados.

O governador Ratinho Junior propôs um reajuste de 0,5% para 2019, mas a oferta foi prontamente recusada pelos servidores. A pauta conjunta do funcionalismo – que reúne servidores da Educação, Segurança, Saúde, Agricultura e Abastecimento – pede ao menos a recomposição da inflação dos últimos 12 meses, calculadas em 4,94% pelo índice IPCA.

O protesto desta sexta-feira (05) tem o objetivo de pressionar o governo a apresentar uma proposta que atenda às principais reivindicações das categorias. Além disso, os servidores acusam o governo de estar perseguindo trabalhadores em greve.

“São diversas ameaças de demissão, perda de aulas extraordinárias atribuídas a professores e pressão nos diretores de escola para registrar como falta a participação dos servidores na greve”, diz a APP-Sindicato, que representa os trabalhadores em Educação, por meio de nota.

O protesto foi convocado não só para Curitiba, mas também para as cidades do interior. Assim, as manifestações devem se concentrar nos Núcleos Regionais de Educação.

Proposta do governo não agradou, por isso a greve continua

O governador Ratinho Junior fez uma proposta aos servidores públicos estaduais nesta quarta-feira (04), mas ela não foi bem recebida. O Palácio Iguaçu ofereceu um reajuste total de 5,09%, parcelado em quatro anos:

  • 0,5% a partir de outubro de 2019
  • 1,5% a partir de março de 2020
  • 1,5% a partir de janeiro de 2021
  • 1,5% a partir de janeiro de 2022

Além do parcelamento, os dois últimos reajustes (2021 e 2022) estão condicionados a um crescimento mínimo da receita líquida de 6,5% e 7%, respectivamente.

“Essa é a proposta que o estado pode fazer para garantir o pagamento e os reajustes. Fora disto nós vamos colocar em risco a saúde financeira do estado, algo que eu não vou deixar acontecer”, enfatizou Ratinho Junior.

O governador também anunciou a intenção em contratar quase seis mil novos servidores. Apesar disso, parte deles entraria para substituir os trabalhadores do regime PSS (Processo Seletivo Simplificado). Os novos servidores seriam contratados via concurso público.

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