Quadrilha vendia rifas e drogas em esquema de pirâmide para manter crime organizado

Jordana Martinez


Uma grande operação da Polícia Federal desarticulou uma quadrilha acusada de vender rifas e drogas para financiar o crime organizado dentro e fora de presídios brasileiros.

A investigação revelou que a facção criminosa montou um esquema similar ao de pirâmide em que as mensalidades dos novos integrantes eram pagas com a compra das rifas. As rifas eram apenas uma fachada para o negócio, já que não tinham prêmios, apenas eram usadas para simular o jogo e arrecadar dinheiro para o tráfico.

Segundo o delegado da PF, Marcos Smith, as bocas de fumos chegavam a faturar cerca de R$ 2 mil dia e não serviam apenas para o tráfico de drogas; eram uma espécie de esconderijo de procurados pela polícia.

Até a tarde desta terça-feira, 13 pessoas foram presas. Entre os presos, três já cumprem pena em presídios do Paraná. Um dos líderes agia de dentro da penitenciária de Londrina e será transferido para uma penitenciária federal.

A operação Operação Dictum foi deflagrada na manhã desta terça-feira com a participação de 150 policiais federais. Foram expedidos  19 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão em Cascavel, Foz do Iguaçu, Toledo e Londrina e Fraiburgo, em Santa Catarina.

“Dictum” significa “limpeza” em latim. O nome, conforme a PF, faz alusão ao objetivo da operação, que é o de limpar as áreas onde o tráfico de drogas está instalado.

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Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.
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