“Quem precipitou essa tragédia foi o Daniel”, diz advogado da família Brittes

Roger Pereira e Francielly Azevedo - CBN Curitiba


O advogado Cláudio Dalledone Junior, advogado de Edison Brittes, assassino confesso do jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas, de sua esposa, Cristiana Brittes, e filha, Allana Brittes, também acusadas pelo crime, afirmou, em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira, que o atleta, degolado e emasculado (sofreu mutilação genital) por Brittes, é “responsável pela construção de um criminoso e pela desgraça de uma família”.

Segundo o advogado, a denúncia apresentada ontem pelo promotor de São José dos Pinhais João Milton Salles deixa claro que um ato criminoso de Daniel originou seu assassinato. “Quem precipitou essa tragédia foi o Daniel. Precipitou cometendo crimes contra uma mulher vulnerável na cama. Ele é responsável pela construção de um criminoso e pela desgraça de uma família. O ato criminoso dele gerou essa tragédia”.

Dalledone chegou a dizer que, por falar em justiçamento, a denúncia é a melhor peça de defesa da família Brittes. “Quando o promotor diz que houve um ato de justiçamento, obrigatoriamente é reconhecer que houve um ato injusto do outro lato. Os atos de justiçamento não ocorrem sem que tenha uma carga emocional excessiva entre aqueles que participam do justiçamento”.

O advogado sustenta que foram os atos criminosos de Daniel que originaram o justiçamento. “O crime sexual, o crime contra a liberdade sexual, o crime contra a dignidade dela, que está gravado em áudio, escrito por mensagem e fotografado, mas que o Ministério Público tratou como uma brincadeira por parte de Daniel”, disse.

Dalledone também criticou o fato de Cristiana Brittes, que, para ele, é vítima dos atos criminosos de Daniel, ter sido denunciada por homicídio. “Ela não teve participação nenhuma, estava alcoolizada, dormindo, foi vítima e não teve o que fazer para impedir a tragédia. Acusá-la de homicídio É uma aventura jurídica que não encontra cabimento em nenhum fato que foi revelado no inquérito policial. É uma interpretação que fez o promotor tão somente para segurar a Cristiana presa, imputando-lhe uma participação maior no crime, porque ele tem medo que Cristiana vem a público e conte os momentos de terror que ela viveu”, disse.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal