Raquel Genofre: Laudo aponta que assassino fazia buscas por pornografia infantil

Ana Cláudia Freire

carlos eduardo dos santos rachel genofre


A SESP-PR (Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária) divulgou na manhã desta segunda-feira (28), um laudo que aponta que o assassino confesso de Rachel Genofre, Carlos Eduardo dos Santos, usava o computador pra fazer buscas sobre pornografia infantil na internet.

O laudo, feito a partir da perícia da polícia no computador do suspeito, confirma a busca por palavras-chaves, sites e plataformas de vídeos com conteúdos pornográficos, a  maior parte de pornografia infantil.

Carlos Eduardo dos Santos foi indiciado por homicídio triplamente qualificado e estupro de vulnerável, pela morte de Rachel, há quase 11 anos.

O suspeito, que estava preso em Sorocaba, no estado de São Paulo, por outros crimes, foi transferido para Curitiba e permanece na Casa de Custódia de Curitiba, onde cumpre pena de 25 anos de prisão por outros crimes.

Rachel Genofre foi encontrada dentro de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba e, desde então, mais de 170 suspeitos foram investigados, mas Carlos Eduardo dos Santos, nunca foi um deles.

Durante as investigações, os policiais descobriram que Carlos cometeu, pelo menos, outros seis crimes de estupro contra crianças de 4 a 14 anos de idade, mas a única criança que ele matou, foi Rachel Genofre.

O CASO

Rachel Genofre, de apenas nove anos, desapareceu no dia 3 de novembro de 2008, após sair da escola. Ela foi vista pela última vez, por volta das 17h30, em um ponto próximo à Praça Rui Barbosa, na Rua Voluntários da Pátria, no Centro de Curitiba.

O corpo da menina foi encontrado dois dias depois em uma mala, deixada embaixo de uma escada, na Rodoferroviária de Curitiba, também no Centro. Ele estava esquartejado, com sinais de estrangulamento e violência sexual.

A polícia foi acionada depois que dois indígenas, que dormiam na rodoviária, encontraram a mala suspeita durante a madrugada. A identidade de Rachel só foi confirmada após exames do IML (Instituto Médico-Legal).

As câmeras de vigilância da rodoferroviária não estavam funcionando naquele dia.

Durante quase 11 anos, foram feitos mais de 200 exames de DNA em busca do autor do crime. Vários homens foram presos, mas nenhuma suspeita se confirmou.

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Jornalista - Chefe de Redação do Paraná Portal