Reabertura da Ponte da Fraternidade, que liga Brasil e Argentina, esbarra em protocolos sanitários

Redação

Governador de Misiones pressiona Fernández para reabrir Ponte da Fraternidade

Brasil e Argentina estão num impasse quanto à reabertura da Ponte Internacional da Fraternidade, que liga os dois países por Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e Porto Iguaçu, cidade do lado argentino.

Autoridades dos dois países divergem sobre os protocolos sanitários para a reabertura da fronteira ao turismo, conforme noticiado nesta quarta-feira (8) pelo jornal argentino Primeira Edicion, da província de Misiones.

O Governo de Misiones estaria exigindo a obrigatoriedade de um passaporte da vacina contra a covid-19, além da apresentação de resultado negativo do exame RT-PCR para a doença, realizado em até 72h antes da entrada no país.

Ainda segundo o jornal, o Governo do Paraná, por sua vez, não teria concordado com a necessidade do passaporte-saúde, sobretudo pelo avanço da vacinação no estado e no Brasil. Por conta disso, o protocolo apresentado pelas autoridades paranaenses em reunião virtual, nos últimos dias, teria sido rejeitado pelo governo argentino.

De acordo balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira (7), a vacina contra a covid-19 já chegou ao braço de cerca de 135 milhões de brasileiros. Além disso, 67,3 milhões de pessoas no país já completaram o esquema vacinal com a segunda dose ou dose única do imunizante.

O Primeira Edicion destaca também que as autoridades deverão se encontrar novamente nos próximos dias para tentar, enfim, chegar a um consenso sobre a reabertura da Ponte Internacional da Fraternidade.

A Ponte da Fraternidade é o segundo maior posto de circulação internacional na Argentina, atrás apenas do Aeroporto Internacional Ministro Pistarini, em Buenos Aires.

A fronteira entre Brasil e Argentina em Foz do Iguaçu está fechada desde o início da pandemia da Covid-19, em março de 2020, como forma de evitar a propagação das variantes do vírus entre os países. Desde o ano passado, autoridades dos dois países discutem um plano para reabertura da fronteira do Paraná com Missiones, mas sem sucesso.

Um dos principais impactos foi sentido pelo setor de turismo das cidades fronteiriças de Foz do Iguaçu e Porto Iguaçu, ambas turísticas e que tiveram grande queda no número de visitantes com as restrições.

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