Receita de Curitiba com aplicativos de transporte cresce 60%

Redação e CBN Curitiba


De janeiro a abril, a Prefeitura de Curitiba arrecadou um pouco mais de R$ 6,5 milhões com a cobrança do preço público das empresas de aplicativos de transporte, como 99, Uber e Cabify. Este valor é 60% maior do que o arrecadado no mesmo período de 2018.

Segundo a regulamentação municipal, os valores são pagos de acordo com os quilômetros rodados. E o aumento da arrecadação indica que os motoristas dos aplicativos estão percorrendo maiores distâncias, como explica o secretário municipal de Finanças, Vitor Puppi.

“O aumento da arrecadação reflete o número da circulação e de veículos que são autorizados pelos aplicativos que são cadastrados na Prefeitura. Regulamentamos a atividade dos aplicativos na cidade e cobra o preço público de três a oito centavos por quilômetro rodado”, diz o secretário.

Atualmente, cerca de 12 mil motoristas estão cadastrados em aplicativos de transporte compartilhado, na capital paranaense. Juntos, eles percorreram 106 milhões de quilômetros no primeiro quadrimestre de 2019, quase 63% a mais do que o registrado em igual período do ano passado. O valor arrecadado pela prefeitura é recolhido todos os meses e é determinado com base em três diferentes faixas de corridas: de até 5 km, de 5 a 10 km e acima de 10 km.

Segundo o secretário Vitor Puppi, o total computado pelas Administradoras de Tecnologia em Transporte Compartilhado já ultrapassa o valor que os três mil taxistas da cidade gastam para exercer a profissão, somando valores de outorga e taxa de administração. “São atividades que se destinam ao mesmo público, mas tem regulamentações diferentes. O táxi é uma regulamentação mais antiga e a dos aplicativos é uma nova, que serviu de modelo para outras cidades, e que se manteve após a alteração da legislação federal”

Nesta quarta-feira, os vereadores de Curitiba aprovaram uma sugestão à prefeitura, para que sejam feitos estudos técnicos para a ampliação das vagas de embarque e desembarque na Rodoferroviária. Esta iniciativa, segundo o vereador Bruno Pessuti (PSD), não se restringe aos motoristas de aplicativos. Mas pode por fim a novos conflitos, gerados pela limitação do espaço para a categoria.

“Esse pedido foi feito pelos motoristas de aplicativos para que a região consolidade fosse destinada para embarque e desembarque de todos os tipos de veículos e não apenas restrigindo aquela área para taxistas. Dessa forma, entendemos que esse estudo tenha que ser feito para que a mobilidade seja ampliada e exista o fim do conflito entre motoristas de aplicativo e taxistas”, comenta Pessuti.

Previous ArticleNext Article