Recurso para evitar júri popular de envolvidos na morte de fiscal de combustíveis é julgado hoje

Ricardo Pereira - BandNews FM Curitiba


Será julgado hoje (21) à tarde, no Tribunal de Justiça, o recurso que tenta evitar o júri popular para os envolvidos na morte do fiscal de combustíveis Fabrizzio Machado da Silva.

De acordo com a polícia, Fabrizzio foi morto por combater fraudes em postos do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. O crime aconteceu em março de 2017. A investigação apontou que o mandante do crime foi o empresário Onildo Chaves de Córdova, que era alvo das fiscalizações e temia que mais postos dele fossem fechados, já que, de acordo com a polícia, ele fraudava as bombas de combustível para obter um lucro maior.

Fabrizzio foi morto por um atirador que bateu propositalmente na traseira do carro dele. Ao descer do veículo depois da batida, ele foi baleado e morreu. O criminoso fugiu. Mais tarde, descobriu-se que o homem que atirou, Patrick Leandro, havia sido contratado por Onildo, e receberia entre R$ 20 mil e R$ 35 mil. É o que detalha o assistente de acusação no processo, advogado Luis Roberto Zagonel. “Nós temos nesse processo quatro réus e uma investigação impecável feita pelo Dr.Cássio Conceição. Tudo que foi levantado na investigação se confirmou na instrução processual. Temos fartas, robustas provas contra os quatro e com base nisso, a responsável pelo caso optou por remeter os réus a júri popular”.

Fabrizzio apurava irregularidades em postos de combustíveis e preparava uma operação que fecharia postos na cidade, entre eles alguns de Onildo.”Se instalavam chips em bombas de combustível para adulterar  a composição ou para inserir no veículo menos combustível do que o cliente estava pagando. Os postos de Onildo já tinham sido autuados. De nove postos lacrados pela Operação Pane Seca, 3 eram ou já foram de Onildo”, revela ele.

Onildo chegou a ser preso, mas conseguiu a liberdade mediante o uso de tornozeleira eletrônica. Ele sempre negou as acusações. Um homem apontado como intermediador no crime também responde ao processo em liberdade. Os outros dois réus: o atirador e o coautor permanecem detidos.

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