Rei do Bitcoin se torna réu por estelionato, organização criminosa e crimes financeiros

Leonardo Gomes - BandNews FM Curitiba

Justiça torna rei do bitcoin réu

O empresário Cláudio José de Oliveira, conhecido como Rei do Bitcoin, virou réu por estelionato, organização criminosa e crimes financeiros. A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) foi aceita nesta terça-feira (24) pela Justiça Federal de Curitiba.

Além do “Rei do Bitcoin”, Lucinara da Silva Oliveira, mulher dele, e Johnny Pablo Santos, sócio de Oliveira, também se tornaram réus. Ambos são acusados de organização criminosa. Ela também vai responder por impedir ou atrapalhar a investigação. Já Santos ainda é acusado de estelionato e de obter ganhos ilícitos em processos fraudulentos.

O “Rei do Bitcoin” é réu acusado de cometer uma fraude superior a R$ 1,5 bilhão em simulações de negociações de criptomoedas. Segundo a Polícia Federal (PF), cerca de 7 mil pessoas foram vítimas de um golpe realizado por corretoras controladas por ele.

As investigações começaram ainda em 2019, após o Oliveira registrar um boletim de ocorrência afirmando que havia sido vítima de um ataque cibernético. Na ocasião, os valores de todos os credores foram bloqueados pela empresa. Com o passar das investigações e com a falta de colaboração do proprietário da empresa, a Polícia Civil e o Ministério Público desconfiaram que o ataque cibernético era falso e que o grupo havia cometido crimes, como estelionato. Após denunciarem o suposto ataque cibernético, o grupo suspeito prometeu aos credores que devolveria os valores bloqueados em parcelas. Apesar disso, segundo a PF, os valores nunca foram quitados.

 

 

No processo de eecuperação judicial, rei do bitcoin prestou informações falsas

 

De acordo com a PF, as investigações apontam que o grupo se aproveitou de uma ordem de recuperação judicial para interromper as ações cíveis que a empresa respondia. Durante o processo, segundo a PF, o grupo prestou informações falsas e enganou o Judiciário. Cláudio José, a esposa e outros suspeitos de integrarem o esquema foram presos em junho em uma operação deflagrada pela PF para investigar o caso. Todos os suspeitos, exceto o agora réu, foram liberados na sequência.

Segundo a polícia, o casal ostentava bens de luxo e faziam grandes eventos para atrair investidores. E um dos itens que pertencia ao “Rei do Bitcoin”, apreendido pela PF, já tem destino certo. Uma Lamborghini, avaliada em aproximadamente R$ 800 mil, passará a ser usada pela Polícia Federal.

O veículo possui motor de 10 cilindros e potência de 560 cavalos e vai de zero a 100 km/h em 3,7 segundos, podendo alcançar a velocidade máxima de 325 km/h, segundo a PF. Apesar da potência, o veículo não será utilizado nas ações rotineiras da PF como viatura comum. Ele deve ser direcionado para exposições, eventos e ações pedagógicas de repressão ao crime organizado e descapitalização de bens das organizações criminosas.

Ainda conforme a PF, a Lamborghini foi cedida pela Justiça Federal para a utilização provisória da PF e será devolvida ao Poder Judiciário em breve, quando irá a leilão, com os recursos da venda sendo destinados aos prejudicados pelas ações dos investigados na Operação Daemon.

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