Restaurantes e lanchonetes devem abrir até às 22 horas em Curitiba

Jorge de Sousa

Restaurantes e lanchonetes devem abrir até às 22 horas em Curitiba

Após reunião nesta segunda-feira (15) entre a Prefeitura de Curitiba e representantes do comércio, duas entidades ligadas ao setor de bares e restaurantes confirmaram que o setor irá voltar a atender até às 22 horas.

Confirmaram a abertura de lanchonetes e restaurantes das 12 horas às 22 horas a Abrasel-PR (Associação Brasileiras de Bares e Restaurantes do Paraná ) e a Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas).

O presidente da Abrabar, Fábio Aguayo, afirmou que a mudança não é o suficiente para o setor e que a Prefeitura de Curitiba tem criminalizado de forma generalizada os proprietários desses estabelecimentos.

“Não é uma vitória. É apenas um alento. As pessoas precisam voltar a trabalhar e aí temos bares clandestinos trabalhando em Curitiba nessa pandemia, assim vai voltar o mundo do Al Capone. Quem é sério, que paga imposto não é valorizado, é demonizado e tratado como marginal”, pontuou Aguayo.

No sábado (13), a Prefeitura de Curitiba avaliou que os índices do novo coronavírus (Covid-19) na cidade chegaram ao nível de “alerta médio” e por isso era necessário que lanchonetes e restaurantes ficassem abertos ao público somente entre às 11 horas e 15 horas,

Mas segundo a Abrasel e a Abrabar um novo decreto será assinado pela Prefeitura de Curitiba nos próximos dias permitindo o turno de dez horas desses estabelecimentos com portas abertas ao consumidor.

Procurada pela reportagem sobre a confirmação da elaboração de um novo decreto para lanchonetes e restaurantes, a Prefeitura de Curitiba não se posicionou sobre o tema.

Estimativa da Abrabar aponta que entre 17 mil a 20 mil pessoas perderam o emprego devido ao coronavírus em bares, casas noturnas e restaurantes de Curitiba. Desses, 30% não devem retomar suas vagas com a reabertura desses locais.

Nesta segunda-feira a Abrabar entrou com uma ação na Justiça para garantir o direito de manifestações em Curitiba. Mas Aguayo pediu desculpas ao prefeito de Curitiba, Rafael Greca, e a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, por ter ameaçado ambos de montar acampamentos na frente de suas residências.

“Às vezes usamos uma palavra, que no calor da emoção e colocamos todo o desabafo para fora. Vamos continuar nos manifestando dentro do ordenamento legal e sem ofender ninguém”, finalizou Aguayo.

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