Reitores, deputados e senadores paranaenses se articulam contra o corte de gastos na educação

Vinicius Cordeiro

Os reitores das instituições federais de educação do Paraná se reuniram nesta segunda-feira (13) com os senadores paranaenses, Álvaro Dias, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães, e diversos deputados, como Aliel Machado, Gustavo Fruet, Luciano Ducci, Luizão Goulart, Sergio Souza, Schiavinato, Rubens Bueno e Toninho Wandscheer. Todos tentam juntar forças para articular uma tentativa contra o corte de 30% na educação anunciada pelo governo Jair Bolsonaro.

“Não podemos concordar com esse corte abrupto, sem diálogo. Nós sabemos a importância dessas universidades federais para o nosso estado, por isso somaremos esforços para buscar uma solução para esse problema por meio do diálogo e do esforço comum”, declarou Oriovisto.

Arns seguiu na mesma toada: “Vamos insistir no diálogo e em explicar para a sociedade, junto com os reitores, o que está acontecendo. Não se pode desqualificar instituições de ensino superior, ao contrário, deve-se valorizá-las. Considero essencial essa reunião para agirmos em conjunto e discutirmos outros caminhos para seguir”, disse.

São mais de 100 mil alunos atendidos pelas instituições de ensino paranaense. A Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) atendem 33 mil alunos cada, enquanto a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) atende 6 mil estudantes e o Instituto Federal do Paraná (IFPR) conta com 20.199 pessoas em cursos presenciais e 10.029 à distância.


UFPR

A UFPR terá um corte de R$ 48 milhões dos R$ 161 milhões (30%). Dos R$ 112 milhões, R$ 20 milhões foram preservados para a assistência estudantil. Ou seja, sobrariam R$ 92 milhões.

Entretanto, a universidade teve autorização da Lei Orçamentária e já utilizou R$ 50 milhões. Com isso, restam apenas R$ 42 milhões para serem gastos até o final do ano. 

De acordo com o reitor Ricardo Marcelo, o valor é insuficiente para suprir todas as despesas até o final do ano. O corte inviabiliza o funcionamento da UFPR no segundo semestre de 2019.

“Considero um grave equívoco opor a importância do ensino superior brasileiro com a necessidade, que ninguém nega, de incentivo à educação infantil e básica. A universidade não é contra a educação básica, aliás é uma das responsáveis pela formação dos professores do setor de educação. A educação é um valor fundamental e precisa ser fomentada em todos os seus níveis, pois elas têm finalidades diferentes”, finalizou Marcelo.

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