Sanepar detalha projetos da companhia para vereadores de Maringá

Com Clóvis Augusto MeloO diretor-presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche, participou de uma reunião com vereadores de Ma..

Fernando Garcel - 20 de janeiro de 2017, 14:40

Com Clóvis Augusto Melo

O diretor-presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche, participou de uma reunião com vereadores de Maringá, no norte do Paraná, sobre os futuros projetos da companhia de abastecimento e saneamento para o município. A reunião, que ocorreu na sede da prefeitura, também contou com a participação do secretário de comunicação do Governo do Paraná, Márcio Vilela.

Nesta semana, os vereadores participaram de uma reunião com técnicos da Sanepar e visitaram a unidade de captação do Rio Pirapó. A preocupação é uma nova crise no abastecimento de água em Maringá, como a que aconteceu no ano passado. Entre os dias 12 e 21 de janeiro de 2016, a empresa interrompeu a distribuição de água potável para 85% da população em Maringá, em função do rompimento de uma adutora e de pane nos equipamentos da estação de captação de água local, que foi atingida por uma inundação do Rio Pirapó.

De acordo com Chaowiche, a visita a Maringá serve como uma apresentação para os cidadãos de que o desabastecimento não irá ocorrer novamente. "Hoje, caso ocorra uma nova 'catástrofe', a Sanepar estará pronta para estar respondendo ao atendimento da população", diz o presidente. Ainda segundo Chaowiche, a Sanepar investiu R$ 25 milhões para evitar um novo problema como o ocorrido no ano passado.

"São motores de oito toneladas. Esses motores levaram até seis meses para serem construídos. Por isso, agora que já estamos com empresas contratadas, estaremos executando as obras", diz Chaowiche ao reafirmar que mesmo antes da instalação dos novos equipamentos as possibilidades de desabastecimento são mínimas e o serviço seria normalizado em até 24 horas.

Tomando a palavra, o presidente da Câmara de Maringá, Mário Hossokawa (PP), pediu agilidade. "Pedimos em nome da comunidade uma maior agilidade na instalação desse equipamento para que nunca mais o sofrimento venha a acontecer", disse.

'Catástrofe' no último ano

Em junho do ano passado, o Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da da 6ª Promotoria de Justiça de Maringá, ajuizou uma ação civil pública na 2ª Vara da Fazenda Pública do município contra a Sanepar pelo desebastecimento da cidade que ocorreu em janeiro. A ação, que ainda está tramitando, requer indenização por danos materiais e morais individuais e danos morais coletivos pela suspensão no serviço de abastecimento de água no município no início de 2016. Estipula-se que o valor da multa chegue a R$ 2 milhões.

Em entrevista coletiva, Chaowiche declarou que espera solidariedade e sensibilidade dos órgãos. "Em hipótese alguma o aconteceu foi falta de gestão ou de previsibilidade da Sanepar. O que aconteceu e que todos, inclusive o Procon, precisa entender é que foi uma 'catástrofe' que atingiu Maringá e 14 municípios que a Sanepar atua destruiu as estações. Então eu entendo que não foi responsabilidade de Sanepar", declarou.

> Sanepar pode pagar indenização por interrupção de abastecimento em Maringá

A Sanepar também informou que R$ 15,9 milhões devem ser investidos em obras emergenciais para evitar problemas no abastecimento em caso de novas inundações na unidade de captação. Entre os projetos, está previsto a perfuração de mais quatro poços artesianos - que devem entrar em operação no início do ano que vem -, a instalação de um reservatório de 2 mil metros cúbicos no Cidade Alta, e a implantação de um sistema contínuo de monitoramento do nível do Pirapó e de um novo Centro de Controle Operacional.