Secretaria de Educação acompanha casos de automutilação em desafio do estilete nas escolas do PR

Fernando Garcel

Crianças de uma escola pública de Santa Felicidade, em Curitiba, estariam praticando automutilações com lâminas de apontadores. O alerta partiu de grupos de pais de alunos no WhatsApp e a situação foi confirmada pelo Núcleo Regional da Secretária Estadual de Educação do Paraná (Seed).

Os casos, semelhantes aos desafios da ‘Baleia Azul’ que ganharam notoriedade no ano passado, foram notados principalmente entre alunos do quinto, sexto e sétimo ano da escola. Os alunos estariam se cortando apenas para poder desafiar o próximo colega.

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Segundo a Seed, em nota, os casos são acompanhados e novas medidas serão tomadas com o lançamento da campanha Setembro Amarelo, que reforça anualmente a prevenção ao suícidio e a automutilação.


“A Secretaria da Educação desenvolve ações que visam à prevenção e ao enfrentamento a todas as formas de violências no âmbito escolar, por meio de práticas pedagógicas. Ela subsidia os profissionais da educação quanto aos encaminhamentos no intuito de prevenir situações conflituosas, buscando um ambiente escolar propício à aprendizagem, à convivência e ao desenvolvimento humano”, diz a nota.

Cuidados com a internet

Em uma busca rápida na internet é fácil de encontrar vídeos que ensinam crianças a remover a lâmina de apontadores, instalá-la na base de canetas e usá-la como facas. No canal “Eu sou de Rondônia”, a youtuber Angélica, mostra um passo a passo. “Tome cuidado, porque isso vai estar dentro do seu estojo e na hora que você for pegar outras coisas você vai se cortar com certeza, mas ‘essa é a graça de ser criança'”, diz.

Os comentários dos vídeos são, na maioria, de perfis de crianças e adolescentes que agradecem pela “ajuda”.

O vídeo tem mais de 62 mil visualizações. As estatísticas do YouTube mostram que mais de um milhão de visualizações foram registradas no canal que não recebe atualizações há mais de um ano.

Angélica foi procurada pelo Paraná Portal e, por meio de nota, disse que “não tinha conhecimento sobre essa situação. Sinto-me triste em saber que há casos de crianças que fazem este tipo desafio. Quando fiz o vídeo o intuito era de ensinar a fazer o estilete pois de fato quando criança eu e meus colegas de classe utilizávamos na escola para apontar os lápis e cortar papéis”.

Além disso, a youtuber destacou que “o problema vai além do tutorial. Tem haver com acompanhar e entender as crianças, o que elas fazem o que as levam a fazer este tipo de coisa. Mas afim de não ser uma facilitadora, deixarei o vídeo fora do ar por hora”, afirmou.

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