Secretária de Saúde admite déficit de médicos em Curitiba

A secretária da saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, prestou contas aos vereadores referentes ao último quadrimestre de 20..

Lucian Pichetti - CBN Curitiba - 14 de fevereiro de 2019, 16:07

A secretária da saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, prestou contas aos vereadores referentes ao último quadrimestre de 2018. Durante a audiência pública na Câmara, na tarde desta quarta-feira (13).

Márcia reconheceu o déficit de médicos na rede municipal.

Ao ser indagada por Toninho da Farmácia (PDT) sobre o assunto, a secretaria esclareceu que há a autorização para a contratação dos profissionais só que muitos optaram por não assumir os postos. Ela explica que "ano passado nós tivemos autorização do prefeito para contratação de 40 médicos, 40 técnicos e 20 enfermeiros,  mas nem todos entraram. Hoje a dificuldade que nós temos, é que esses profissionais recém-formados preferem fazer plantões e não trabalhar numa unidade fixa, essa é dificuldade."

A saída encontrada pela prefeitura foi chamar profissionais do cadastro de reserva do último concurso. A secretária da saúde anunciou que"foram chamados 87 médicos, 110 técnicos de enfermagem e 27 enfermeiros.  Os profissionais chamados tem até 30 dias para aceitar esse chamamento. A partir daí, começa todo o processo de exame físico, nomeação, apresentação de documentação e isso não acontece antes de 45 a 60 dias".

A secretária afirmou ainda que há 876 médicos na Secretaria de Saúde. 500 deles atuam diretamente nas unidades básicas mas há também profissionais nos centros de especialidades, médicos auditores e médicos no controle epidemiológico.

Segundo ela para suprir o déficit é preciso esperar o chamamento dos novos profissionais. Após, eles serão escalados para atender a população aos sábados. Para isso, vão receber hora extra.

Durante a prestação de contas, a secretária falou ainda da dificuldade em cumprir metas de vacinação. De acordo com a justificativa, "Embora a gente tenha melhorado, ao passado tivemos uma situação bastante demorada, principalmente falta de vacina aqui, porque as vacinas são de responsabilidade do Ministério da Saúde. Ainda assim, conseguimos bons índices."