Secretaria de Saúde confirma caso importado de febre amarela em Curitiba

Redação


A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba confirmou um caso de febre amarela na cidade nesta quinta-feira (28). Entretanto, o órgão tranquiliza a população já que se trata de um caso importado, deixando a cidade livre da circulação do vírus.

Um homem de 69 anos, que reside na capital paranaense, contraiu o vírus quando viajava para Adrianópolis, na região do Vale do Ribeira. Ele foi acompanhado pela secretaria e já recebeu alta, sem qualquer risco de transmissão da doença.

Em janeiro de 2018, Curitiba também registrou um caso importado de febre amarela. Na ocasião, uma mulher de 36 anos foi contaminada depois de uma viagem para Mairiporã, no interior de São Paulo. Desde então, a cidade ficou sem circulação do vírus ao longo do ano.

“A secretaria intensificou ainda mais a vacinação da febre amarela e a capacitação dos profissionais das redes pública e privada de saúde, emitindo notas técnicas e vídeos de orientação para a identificação precoce de pacientes com sintomas suspeitos de febre amarela”, diz a secretária municipal da saúde de Curitiba, Márcia Huçulak.

Entre as ações de controle, há o monitoramento dos macacos bugios e saguis. As duas espécies costumam ser as primeiras vítimas da febre amarela silvestre e Curitiba não tem nenhum registro desses animais mortos pela infecção do vírus.

Vacina

Mais de 700 mil pessoas já tomaram a vacina da febre amarela em Curitiba nos últimos dez anos, o equivalente a cerca de 42% da população. Entre o dia 1 de janeiro até a última sexta-feira (22/2), já foram aplicadas 167.656 doses da vacina.

A vacinação é indicada para quem tem de 9 meses a 59 anos de idade. Já pessoas acima de 60 anos, gestantes e mães que estão amamentando bebês menores de 6 meses precisam de prescrição médica. Ela é contraindicada também a pessoas que estão com febre alta, com deficiência do sistema imunológico ou com histórico de reação alérgica grave aos componentes da vacina (como ovo e gelatina, entre outros).A dose é única – quem já tomou uma vez não precisa tomar uma segunda dose.

A vacina oferecida em 110 unidades de saúde de Curitiba, de segunda à sexta-feira, sendo que algumas unidades vem abrindo aos sábados de acordo com um cronograma pré-estabelecido.

A febre amarela

A febre amarela é uma doença sazonal, geralmente com aumento de casos entre dezembro a maio. Não há transmissão de pessoa a pessoa.

No ciclo silvestre (cujos casos têm sido registrados recentemente no País), a transmissão é feita pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes infectados, que podem picar o macaco ou o homem, transmitindo o vírus da febre amarela.

No ciclo urbano, a doença não é registrada no país desde 1942. O homem é o único hospedeiro e a transmissão ocorre a partir do mosquito Aedes aegypti.

Sintomas

Os sintomas da doença são divididos em duas fases. A primeira é o período de infecção, onde a pessoa sofre febre, calafrios, dores pelo corpo, náuseas e vômitos. Esses sintomas são bastante comuns a outras doenças, por isso é preciso ficar atento.

Já no período tóxico é identificado pela permanência da febre, além da icterícia (peles e olhos amarelados), urina escura, dores abdominais, hemorragias e outras complicações.

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