Sede do Iphan é ocupada em Curitiba

Narley Resende


Manifestantes ligados a movimentos da cultura, do coletivo “Minc Resiste“, ocuparam parte da sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no bairro Juvevê em Curitiba. O grupo protesta contra a extinção do Ministério da Cultura (Minc) que no Governo Michel Temer voltou a ser anexado ao Ministério da Educação.

A sede do Iphan, única autarquia ligada ao Minc em Curitiba, foi ocupada por cerca de dez pessoas no início da manhã desta sexta-feira (13). Na noite de quinta, os manifestantes estenderam faixas e cartazes para anunciar a ocupação.

Segundo um dos membros do movimento Guilherme Daldin, não há previsão para desocupação. “Vamos trazer mais movimentos pra cá. A gente vai fazer uma ocupação simbólica. São pessoas de movimentos da cultura, a maioria é produtor cultural, artistas e estudantes de cultura. Queremos a manutenção das políticas públicas da cultura e não reconhecemos o Governo Temer”, afirma.

Reprodução / MincResiste
Reprodução / MincResiste

O superintendente substituto do Iphan, José Luiz Lauter, afirma que a ocupação é pacífica e não altera  a rotina dos servidores.

“Eles estão sentados nos bancos do estacionamento, estenderam algumas faixas. Conversei com eles, não são servidores do Minc, procurei saber quem eles eram. Não é ninguém ligado a partido. São conselheiros de cultura, de Curitiba, Campo Largo, do conselho estadual. Estão preocupados com o fim do Minc e políticas públicas. Como o Minc não tem sede no Paraná, o Iphan é apenas uma autarquia ligada ao Minc, eles vieram pra cá”, afirma.

Mudanças

Com o fim do Ministério da Cultura, os servidores do Iphan não temem mudanças imediatas. Lauter é servidor de carreira, assim como o superintendente José Lapartin, que está de licença. Ele afirma que não devem ocorrer mudanças significativas no Iphan por enquanto.

“É muito cedo, essas mudanças não ocorrem de uma hora para outra. Temos um trabalho independente de quem está aqui. O mais significativo é o PAC, mas que já está definido para Antonina, para manutenção do patrimônio histórico e cultural. Noss trabalho é contínuo, de arqueologia, ambiental. Somos servidores de carreira. Pode ser que venha alguma indicação política, o que é normal, mas o trabalho é o mesmo”, confia.

 

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