Segunda vítima de explosão em apartamento deixa hospital após 37 dias

Gabriel Araújo, dono do apartamento que explodiu no bairro Água Verde, em Curitiba, recebeu alta nesta segunda-feira (5)..

Francielly Azevedo - 06 de agosto de 2019, 08:57

Foto: Renato Rocha/Colaboração
Foto: Renato Rocha/Colaboração

Gabriel Araújo, dono do apartamento que explodiu no bairro Água Verde, em Curitiba, recebeu alta nesta segunda-feira (5), após 37 dias internado. De acordo com o Hospital Evangélico Mackenzie, Gabriel teve 30% do corpo queimado.

O acidente aconteceu no fim de junho durante a impermeabilização de um sofá. Três pessoas ficaram feridas e uma criança de 11 anos morreu. Dos feridos, apenas a esposa de Gabriel, Raquel Lamb, segue internada com 55% do corpo queimado. Ainda não há previsão de alta.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, a explosão foi causada pelo produto químico usado pelo técnico para impermeabilizar o sofá da família. Raquel Lamb, dona do apartamento, disse à polícia que acendeu uma das chamas do fogão porque não foi orientada sobre os riscos. Funcionários da empresa Impeseg – responsável pelo serviço – disseram que não sabiam que o produto usado era inflamável.

Também ouvido pela Deam (Delegacia de Explosões, Armas e Munições), o técnico Caio Santos apresentou uma versão contraditória em relação aos demais funcionários da Impeseg. Ele disse que sabia dos riscos e que havia orientado a família para não produzirem faíscas. O homem disse, ainda, que a empresa disponibilizava os EPIs (equipamentos de proteção individuais), o que foi negado pelos demais funcionários da Impeseg.

Caio Santos deixou o hospital Evangélico Mackenzie no último dia 22 de julho.

O CASO

A explosão aconteceu às 9h40 do sábado, 29 de junho, em um prédio da Rua Dom Pedro I, na esquina com a Rua Marquês do Paraná, no Bairro Água Verde, em Curitiba. A força do impacto derrubou as paredes do sexto andar. Estilhaços de vidro e concreto se espalharam pela região.

Após o acidente, o apartamento ficou em chamas. O fogo foi controlado às 10h30.

Moradores da região e pessoas que trabalham no entorno compararam o barulho à queda de um avião. A rua foi tomada por pessoas preocupadas com a situação. O perímetro foi isolado pelas autoridades de segurança.