Ações de bandidos expõem falta de segurança na UEM

Andreza Rossini


Repórter Eduardo Xavier, do Metro Maringá

A falta de segurança no campus da UEM (Universidade Estadual de Maringá) voltou a ser discutida nesta semana.

Na última quarta-feira, dois homens – um estava armado – invadiram o laboratório do Departamento de Biotecnologia, Genética e Biologia Celular e roubaram telefone e computador de estudantes. Alunos vítimas de assaltos e a ações de bandidos em departamentos são frequentes.

A diretora de Serviços e Manutenção do campus, Ezeni Claro da Silva, disse ontem que informar a quantidade de furtos e roubos seria “causar mais pânico aos estudantes”. Professores têm orientado alunos para terem mais cuidado ao transitarem no campus.

Quem sentiu pânico há cerca de 1 mês no campus foi a estudante de Química, Francielli Alana Pereira, 18 anos. “Um menino passou de bicicleta e roubou meu celular. Fiquei muito assustada. Não dá para andar tranquila no campus, principalmente à noite. Tem que ter olhos nas costas”, contou a universitária.

Ontem, o reitor da instituição, Mauro Baesso, esteve na Câmara e um dos assuntos debatidos com os parlamentares foi a segurança no campus. “Foi uma conversa de 1h30 com os vereadores sobre todos os aspectos da universidade. Vivemos um momento delicado na cidade e no país na questão de segurança. A gente tem que fazer as ações para minimizar os problemas” disse.

A diretora de Serviços e Manutenção justifica que em 2005, o campus tinha 140 vigias divididos em três turnos de trabalho. Hoje, são cerca de 90 para cuidar de aproximadamente 1 milhão de metros quadrados. Segundo Ezeni, o reitor pediu ao governo reposição de vigilantes para reforçar a segurança. “Muitos se aposentaram ou pediram exoneração”, afirmou a diretora.

A universidade ainda não recebeu resposta do governo. No campus há cinco guaritas nas entradas de estacionamentos de veículos. Três foram ativadas na última segunda-feira.

A diretora de Serviços de Manutenção disse que a licitação para criação do sistema de monitoramento, com 157 câmeras espalhadas pelo campus e orçado em R$ 2,3 milhões, está em preparação. A expectativa é que até o final do ano as câmeras estejam funcionando. Em 2016, a projeção da instituição foi que o sistema começasse a operar em abril de 2017.

Previous ArticleNext Article