Sem acordo, greve de funcionários da Sanepar chega ao segundo dia

Fernando Garcel


Os servidores da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) de Londrina, Maringá e Cornélio Procópio, no norte do Paraná, completam o segundo dia de paralisação nesta quinta-feira (02).

A categoria busca o aumento linear dos salários, o que corresponde um aumento de R$ 728 na folha de pagamento de todos os trabalhadores. Isso porque 70% dos funcionários recebem R$ 1.393 e o reajuste de 11% “não beneficiaria” quem recebe os menores salários.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Saneamento Ambiental de Londrina e Região (Sindael), Alexandre Schmerega Filho, os funcionários querem que o aumento proposto seja dividido pelo número de trabalhadores. “Nós queremos ganho real, 11% não vai refrescar quem ganha o salário minoritário. Nós queremos que a divisão de 11,08% de reposição do INPC seja dividido entre os trabalhadores, somente isso. Sem impactar a folha de pagamento da empresa”, diz Schmerega.

A Sanepar afirmou que em meio a crise econômica não é possível oferecer mais que a reposição da inflação. Segundo o gerente da Sanepar Londrina, Sérgio Bahls, o reajuste oferecido aos empregados é maior do que o que foi feito pela empresa aos consumidores. “Nós tivemos um reajuste da tarifa por ordem de 10%. Nós estamos passando mais de 10% para os empregados, além disso o vale alimentação passando de 12% de reajuste. É o momento em que temos que entender que a crise pegou o Brasil como um todo”, afirma.

Segundo a empresa, a paralisação representa menos de 10% da força de trabalho da Sanepar. Além disso, dos 22 sindicatos que representam os trabalhadores 17 já concordaram com o acordo coletivo de trabalho que prevê reposição de 11,8% e reajuste do vale refeição.

Para a população, o valor cobrado pelo fornecimento de água será feito pela média dos últimos seis meses, isso porque os serviços de leitura está paralisado e o de manutenção está funcionando parcialmente. “O que mantém é o serviço de água e esgoto. A população vai ter que compreender a situação do nosso movimento”, afirma o presidente do sindicato dos trabalhadores.

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