Sem chuva, Paraná decreta situação de emergência hídrica

Redação


O Paraná estendeu a situação de emergência hídrica para todo o estado. Até então, a medida do Governo do Estado era válida apenas para a Região Metropolitana de Curitiba e o Sudoeste, mas a estiagem prolongada em todas as regiões paranaenses fez com que o governador Ratinho Junior ampliasse o decreto nesta quinta-feira (5) .

A nova normativa tem validade de 90 dias. Esta é a terceira vez desde o ano passado que o governo estadual adota a medida, que visa minimizar os impactos da falta de chuvas e garantir as condições mínimas de abastecimento da população.

A Sanepar anunciou que irá adotar um sistema de rodízio no fornecimento de água mais rígido para Curitiba e Região Metropolitana a partir da próxima quarta-feira (11), também em função da escassez de chuvas.

O decreto de situação de emergência hídrica no Paraná autoriza as empresas de saneamento a adotarem medidas que garantam o abastecimento público, como os rodízios de água, priorizando o uso dos recursos hídricos para esse fim. Com isso, o Instituto Água e Terra (IAT) poderá restringir a vazão outorgada para outras atividades, com o objetivo de normalizar as captações.

O documento estabelece ainda medidas de apoio aos agricultores para melhorar a eficiência no uso da água nas atividades agropecuárias e orientação ao cumprimento da restrição de captação hídrica, a serem implentadas pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Caberá ao IAT e à Polícia Militar fiscalizar o cumprimento das medidas e aplicar as sanções cabíveis em casos de uso irregular dos recursos hídricos, exigindo a regularização e a restrição de uso. E

CHUVA ABAIXO DA MÉDIA NO PARANÁ ATÉ A PRIMAVERA, INDICA SIMEPAR

O Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) aponta para precipitações abaixo da média do restante do inverno até a primavera, agravando a situação de crise hídrica que já perdura há mais de dois anos.

Ainda segundo o Simepar, também há uma pequena possibilidade de ressurgência do fenômeno La Niña entre os meses de novembro e janeiro. Causado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico, a La Niña está associada a chuvas irregulares e abaixo da média no Sul do Brasil.

Segundo o Simepar, três em cada quatro mananciais usados para a captação de água no Paraná estão com os índices abaixo do normal, sendo que 31,75% deles se encontram em situação de estiagem. O nível médio dos reservatórios do Sistema de Abastecimento de Água Integrado de Curitiba (SAIC) está atualmente em 48,88%, de acordo com a atualização diária da Sanepar.

“Tivemos períodos muito ruins em meados do ano passado, com o inverno e a primavera com precipitação muito baixa. Isso vem se acumulando há pelo menos dois anos, com chuvas abaixo do normal”, afirma o diretor-presidente do Simepar, Eduardo Alvim.

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