Em greve, 400 servidores dormem na Assembleia Legislativa do Paraná

Francielly Azevedo e Angelo Sfair


Cerca de 400 servidores estaduais em greve passaram a madrugada, desta quarta-feira (10), nas galerias da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), de acordo com o Fórum das Entidades Sindicais (FES). Eles ocuparam o local nesta terça-feira (9) para reivindicar o direito à data-base e prometem sair só com uma resposta do governo.

De braços cruzados desde o dia 25 de junho, os servidores denunciam uma defasagem salarial de 17% – resultado de quatro anos de salários congelados. Para desocupar o prédio, os trabalhadores pedem, pelo menos, a recomposição da inflação do último ano, calculada em 4,94% segundo o índice IPCA.

O Palácio Iguaçu fez uma primeira proposta de reajuste de 0,5% a partir de outubro de 2019; depois aumentou a oferta para 2%, mas apenas a partir de janeiro de 2020. As duas propostas foram recusadas pelos servidores.

Ontem, duas reuniões aconteceram com equipes do governo para tratar da greve, mas, segundo o FES, nenhuma resultou em nova proposta do Executivo. Além disso, após a ocupação da Alep, um grupo de deputados tentou obter respostas do governador Ratinho Júnior (PSD), mas não obteve sucesso.

Os manifestantes afirmaram que permanecem no prédio e acompanham a sessão da casa nesta quarta-feira (10). Eles destacam que esperam o bom senso do governo em abrir mesa de negociação e debater saídas para a greve que já completa 15 dias.

Confira o vídeo da repórter Vanessa Fernandes, da Rádio CBN Curitiba:

SESSÃO INTERROMPIDA

Após um ato unificado que reuniu milhares de servidores no Centro Cívico, nesta terça-feira (9), representantes de várias categorias assistiam à sessão plenária na Alep. Eles aguardavam as discussões relacionadas às pautas da greve. Inflamados pelo discurso do deputado missionário Ricardo Arruda (PSL), contrário às manifestações, os trabalhadores passaram a ocupar as demais galerias do Plenário. A sessão foi interrompida por cerca de meia hora.

Aos gritos de “covardes” e “vergonha”, os deputados viram a sessão plenária ser interrompida por cerca de meia hora, enquanto os servidores tomavam as galerias do prédio. A sessão chegou a ser retomada, mas foi encerrada por Ademar Traino (PSDB).

 

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.
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