Servidores e alunos de universidades estaduais fazem paralisação contra o Meta4

Fernando Garcel


Professores, funcionários e alunos de universidades estaduais do Paraná fazem uma paralisação nesta terça-feira (20) contra a implantação do sistema informatizado de gestão de pessoal, o chamado RH Paraná – Meta 4. O sistema coloca nas mãos do Estado a folha de pagamento dos servidores das instituições. As aulas devem voltar ao normal na quarta-feira (21).

Entre as sete instituições que participam da paralisação estão a Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

Em Londrina, no norte do Paraná, os servidores e estudantes usaram o dia para mostrar as ações da instituição e os projetos de pesquisa e extensão que contribuem para o desenvolvimento econômico da cidade.

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De acordo com a Sinteoeste (Sindicato dos Trabalhadores de Universidades do Oeste do Paraná) o ato é em defesa da autonomia das universidades e contra o desmonte do ensino público promovido pelo governo Beto Richa. A mobilização é chamada de “Dia Estadual de Defesa das Universidades Públicas”.

No início do mês, a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), atendendo o pedido da Secretaria do Estado de Planejamento do Governo do Paraná, bloqueou os recursos financeiros das universidades estaduais para atender a determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Desde então, as instituições de ensino têm se manifestado contra a decisão por temer a perda da autonomia das finanças da instituição.

Alunos, funcionários e professores protestam contra o bloqueio de recursos da UEL
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Logo após a determinação, o reitor da UEM, Mauro Baesso, afirmou que a UEM e UEL têm decisões judiciais de 20 anos que respaldam o desenvolvimento e gerenciamento de seus próprios sistemas de gerenciamento de RH. “Por que vamos entregar nossa folha de pagamento a uma empresa estrangeira contratada pelo governo do Estado, com um sistema que é uma caixa-preta?”, questiona. Ele anunciou que o contingenciamento poderia afetar a realização do vestibular da instituição.

Se implantado, o governo controlaria desde os concursos, vagas de técnicos e docentes até o avanço de carreiras. A justificativa seria dar maior transparência dos gastos, porém na opinião dos sindicatos é mais uma tentativa de “sucateamento do ensino público e ataque a autonomia universitária garantida pela Constituição de 88 e pela Constituição Estadual”.

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