Simulado para atender acidentes com trens, caminhões e ônibus

Técnicos se reúnem em Morretes para discutir a criação de um protocolo emergencial para acidentes de trens e caminhões. Em agosto farão um simulado na Serra do Mar.

Redação - 15 de junho de 2022, 16:22

Foto/Divulgação PP
Foto/Divulgação PP

 

O que fazer em caso de um acidente de trem ou caminhão em uma ferrovia ou rodovia? Para responder a esta pergunta, feita com frequência por usuários desses modais de transportes, equipes multidisciplinares de especialistas em Segurança de Trânsito e Emergência (Rumo), de Atendimento Emergencial na Área da Saúde – Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral), do Meio Ambiente, Defesa Civil, e a empresa JM Serviços Emergenciais, vem se reunindo em Morretes para montar um “Protocolo para Atendimento às Vítimas de Acidentes Ferroviários e Rodoviários no Paraná”.

A partir deste protocolo, os integrantes das equipes de cada grupo e segmento farão, em agosto, um treinamento simulado na ferrovia – Serra do Mar - que liga Curitiba a Paranaguá, visando solucionar o problema o mais rápido possível. “Nós temos que dar respostas e suportes rápidos no atendimento às vítimas em casos de acidentes e também explicar às pessoas como devem se proceder em situações de risco”, disse um dos integrantes de uma das equipes.

A Rumo, que opera a ferrovia entre Curitiba e Paranaguá, e já conta com suporte de uma equipe especializada em análise de risco para o transporte de produtos considerados perigos, entre eles, combustíveis, está presente nestes encontros para ampliar o plano de gerenciamento e atendimento emergencial. Cada segmento agirá conforme o protocolo que será montado a partir dessas reuniões.

Hoje, por exemplo, desembarcam na Estação Ferroviária de Morretes, no litoral paranaense, perto de duas mil pessoas por dia nos finais de semana. “Esses usuários do transporte ferroviário, a maioria turistas, do Brasil e exterior, quer saber sobre a logística de atendimento em caso de um acidente, principalmente na Serra do Mar”, pontuou um representante da Rumo.

Entre os temas que estão sendo discutidos, então: para onde ir? Como se deslocar? Em qual hospital devem ser levadas as vítimas? Quais os meios de socorros? Quem participará da operação de resgate. A Polícia Militar?, os Bombeiros, Batalhão Aéreo? Quais unidades da Saúde estarão presentes, médicos, paramédicos? Quantas pessoas estarão no local? Triagens, etc.

O empresário Joanir Miranda, diretor da JM Serviços Integrados, um dos prestadores de serviços para a Rumo, em caso de tombamento de locomotivas e vagões, é um apoiador desta iniciativa de se realizar um protocolo oficial com equipe treinada para atender situações de emergência e procurar salvar vidas.