Reunião de Comitê da SMS define novo decreto em Curitiba

Vinicius Cordeiro

Encontro desta terça (15) já começou.
comitê sms decreto curitiba

Não é o prefeito Rafael Greca ou a secretária municipal da Saúde Márcia Huçulak que definem por si só o decreto de Curitiba. Conforme o sistema de bandeiras definida pela SMS (Secretaria Municipal da Saúde) desde o ano passado, a equipe do Comitê de Técnica e Ética Médica avalia o nível de alerta contra a Covid-19. Diante dos números, a reunião da equipe determina as restrições em diversos setores econômicos.

Mas quem participa desse Comitê? Entre os participantes da reunião dos especialistas, estão os epidemiologistas Diego Spinoza e Marion Burger, Alcides de Oliveira, diretor do Centro de Epidemiologia, e Pedro Henrique de Almeida, diretor do Sistema de Urgência e Emergência de Curitiba.

Contudo, é claro que a pressão dos setores econômicos interfere. O exemplo é o momento atual, já que os setores econômicos tiveram um respiro das restrições para o Dia dos Namorados, celebrando neste último fim de semana. A reunião de hoje já começou e está em andamento. Uma possibilidade é a prorrogação das atuais medidas.

Com 15 meses de pandemia,  Comitê se reúne semanalmente. Isso porque a SMS enxerga a Covid-19 como uma doença dinâmica. Ou seja, as restrições podem ser afrouxadas ou apertadas rapidamente para se obter reduções de novos casos e internações.

Na última mudança da bandeira vermelha, por exemplo, todos se reuniram às 14h e só deixaram a sala depois das 23h. Ou seja, não há prazo para encerrar.

COVID-19 EM CURITIBA

Conforme o último boletim, são 227.454 casos confirmados da doença desde o início da pandemia, , dos quais 213.221 estão liberados do isolamento e sem sintomas da doença. No acumulado, são 5.773 mortes.

A capital paranaense tem hoje 8.460 casos ativos, que representa o número de pessoas capazes de transmitir o vírus. No entanto, o mais preocupante é a capacidade de resposta do sistema de Saúde.

Com as novas variantes, principalmente a P1, são pessoas mais jovens internadas. Com maior resistência, os leitos ficam ocupados por mais tempo. Isso impacta diretamente na menor rotatividade e na taxa de ocupação de 101% das UTIs da rede pública. São mais de duas semanas que a demanda está maior que a oferta.

Além disso, de acordo com o último balanço, 612.784 pessoas já receberam a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus. Até ontem (14) foram vacinados:

  • 301.860 idosos
  • 89.722 profissionais dos serviços de saúde da cidade (incluindo as equipes de vacinação)
  • 6.837 moradores, funcionários e cuidadores de instituições de longa permanência
  • 10.862 trabalhadores das forças de segurança
  • 80 indígenas, 7.777 gestantes e puérperas
  • 7.087 pessoas com deficiência
  • 106.208 pessoas com comorbidades
  • 19.759 educadores (entre professores e trabalhadores da Educação Básica)
  • 62.692 pessoas do grupo sem comorbidades (convocadas por idade)

Neste momento, Curitiba está vacinando pessoas de 53 anos e 232.905 pessoas já receberam a segunda dose.

ENTREVISTA COM EPIDEMIOLOGISTA DA SMS E PRESIDENTE DO SINDIPAR

Diego Spinoza, epidemiologista que atua na SMS (Secretaria Municipal da Saúde), e Flaviano Ventorim, presidente da Femipa (Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná) e Sindipar (Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná) foram os convidados da série de entrevistas do Paraná Portal.

Desde janeiro, a equipe de jornalistas do site recebe autoridades e diversos gestores públicos e privados para debater a condução da pandemia de Covid-19 em Curitiba e no Paraná. Entre os temas da conversa, estão o decreto e a vacinação.

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