Sob protestos, Câmara aprova reajuste de 3% aos servidores de Curitiba

Francielly Azevedo - CBN Curitiba e Fábio Buchmann - CBN Curitiba


A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou, nesta segunda-feira (26), o reajuste de 3% dos salários dos servidores públicos de Curitiba. O projeto, enviado pelo prefeito Rafael Greca (PMN), ainda propõe a alteração da data-base da categoria de março para outubro.

Sob protestos do funcionalismo, a proposta foi aprovada por 27 votos favoráveis e 10 contrários.

Antes do início da sessão, vereadores apresentaram um substitutivo-geral assinado pelo líder do governo Pier Petruzziello (PTB) que derrubou as emendas da oposição que fixavam o reajuste no índice de 9,48% e a manutenção da data-base em março, conforme reivindicava o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais Curitiba (Sismuc).

“Nós não concordamos com o encaminhamento que prejudica o debate e que não garante a democracia de forma concreta. Foi seguido o regimento, ‘legalmente’ estamos cumprindo o que está dito no regimento, porém foi uma manobra que prejudicou debate e as emendas que nós apresentamos”, afirmou.

O argumento do sindicato é que os salários estão congelados há três anos e que a arrecadação da prefeitura cresceu 12,63% neste período.

A oposição tentou adiar a votação, mas o pedido foi rejeitado pelo plenário da Câmara. A vereadora Professora Josete (PT) explicou que os parlamentares de oposição foram contra o substitutivo, porque ele impede que emendas com reajustes maiores sejam analisadas.

Diante das manifestações, a Justiça concedeu um interdito proibitório que determinou multa de R$ 50 mil ao sindicato caso a sessão precisasse ser interrompida em função dos protestos.

A sessão chegou a ser suspensa para que o presidente da Câmara, Serginho do Posto (PSDB), explicasse a questão.

Após a aprovação do substitutivo, o chefe do legislativo municipal também destacou que a decisão do plenário foi legítima e seguiu o regimento.

De acordo com a prefeitura, se aprovado, o reajuste de 3% terá um impacto de mais de R$ 102 milhões por ano aos cofres municipais.

O substitutivo deve ser votado em segunda discussão nesta terça-feira (27). Se passar em segundo turno, segue para sanção do prefeito.

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