Escoltados e sob protestos, vereadores presos na Operação Pecúlio tomam posse em Foz

Com Tabata ViapianaA sessão plenária da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, durou aproximadamente 15 ..

Fernando Garcel - 18 de janeiro de 2017, 14:27

Com Tabata Viapiana

A sessão plenária da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, durou aproximadamente 15 minutos nesta quarta-feira (18) e foi marcada por protesto. Os cinco vereadores presos na 5ª fase da operação Pecúlio foram empossados na cerimônia. Na última semana, a Justiça deferiu a liminar que autorizava que Anice Gazzaoui (PTN), Rudinei de Moura (PEN), Darci Siqueira “DRM” (PTN), Edílio Dall’Agnol (PSC) e Luiz Queiroga (DEM) fossem empossados.

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Faixas e cartazes com a palavra vergonha e pedidos de renúncia foram espalhados pelo plenário da Câmara, que estava lotado. Na entrada dos vereadores, vaias e mais gritos de vergonha. Os vereadores, que foram escoltados pela Polícia Federal, estavam sem algemas e com roupas sociais. Eles fizeram o juramento e depois assinaram o termo de posse.

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A sessão foi conduzida pelo presidente da Câmara de Foz, Rogério Quadros, do PTB, que ressaltou que estava cumprindo uma determinação judicial ao empossar os vereadores presos.

Confira o vídeo: 

Para rebater os protestos, também houve bastante apoio aos vereadores presos. Algumas pessoas aplaudiram e gritaram o nome dos parlamentares – tanto que, na saída do plenário, ao final da sessão, pelo menos três deles agradeceram o apoio e acenaram para o público presente no plenário.

Depois de serem empossados, os vereadores retornaram para a cadeia. Eles foram detidos no dia 15 de dezembro, acusados de receberem uma espécie de “mensalinho”, que variava de R$ 5 a 10 mil por mês, em troca de apoio aos projetos da Prefeitura. Todos estão em prisão preventiva, quando não há prazo para soltura.

De acordo com a presidência da Câmara de Foz, os cinco vereadores não vão receber salário justamente por estarem presos. Na primeira sessão do ano, no início de fevereiro, se eles ainda estiverem detidos, o presidente pode convocar os suplentes. Há possibilidade que os vereadores presos também peçam licença não-remunerada.

Ex-prefeito preso

Além dos vereadores, o ex-prefeito Reni Pereira (PSB) também havia sido detido pela PF acusado de chefiar a organização criminosa que fraudava concorrências públicas para a contratação de obras e serviços de Saúde pela Prefeitura.

O ex-prefeito foi indiciado pelos crimes de corrupção ativa e passiva, usurpação de função pública, fraudes a licitações, peculato e formação de quadrilha, além de coação no curso de inquérito policial e também da ação penal.