Suplentes de vereadores presos tomam posse em Foz do Iguaçu

Andreza Rossini


Os cinco suplentes dos vereadores de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, que foram presos pela Polícia Federal no âmbito da Operação Pecúlio, tomaram posse na Câmara Municipal da cidade na manhã desta terça-feira (7). Em seguida, eles participaram da primeira sessão ordinária do ano.

Ocuparam as cadeiras na Casa Rosane Bonho (PP), que é suplente de Luiz Queiroga (DEM); Dr. Luiz Brito (PEN), suplente de Rudnei de Moura (PEN); Marcos Jancke (PTN), suplente de Darci Siqueira (PTN); Adenildo Rodrigues, mais conhecido como Kako (PTN), suplente de Anice Gazzaoui (PTN) e Anderson Andrade (PSC), suplente de Edílio Dall’Agnol (PSC).

Anderson também é réu no processo da Operação Pecúlio, que investiga crimes contra a administração pública da cidade. Ele era secretário de esportes na gestão passada e teria envolvimento com a suposta organização criminosa liderada pelo ex-prefeito Reni Pereira, que também está preso.

Quando determinou que os suplentes assumissem o cargo, a  mesa diretora da Casa expediu um oficio à Justiça Eleitoral para verificar se algum dos suplentes teriam algum impedimento legal para assumir a cadeira. Os 20 assessores dos vereadores presos foram exonerados e os novos parlamentares vão poder contratar os próprios assessores.

Vereadora Solta

A vereadora Anice Gazzaoui foi liberada da cadeia a pedido do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O Habeas Corpus foi concedido pelo Ministro Sebastião Reis Júnior do STJ. Anice foi presa no dia 15/12/2016.

A decisão foi encaminhada para o Tribunal Regional Federal (TRF) na manhã de hoje. Ela deve responder em liberdade sem o uso de tornozeleira eletrônica.

Operação Pecúlio

O objetivo da ação é desarticular um grupo que praticava irregularidades na Administração Pública do município de Foz do Iguaçu e na Câmara Municipal da cidade. O grupo é investigado pelo desvio de recursos públicos, com a finalidade de obtenção de vantagens indevidas.

Somente em algumas obras de pavimentação no município de Foz do Iguaçu, submetidas a exame pericial pela Polícia Federal, foram constatados prejuízos consumados na ordem de aproximadamente R$ 4,5 milhões, ainda sem levar em consideração o prejuízo potencial em razão da péssima qualidade das obras, o que reduzirá consideravelmente o tempo de vida útil destas.

A investigação tem mostrado que servidores públicos de várias secretarias municipais, diretores, agentes políticos, ex-secretários e empresários tinham um esquema montado para desviar dinheiro por meio de fraudes em licitações.

A estimativa da Controladoria-Geral da União é de que cerca de R$ 5 milhões foram desviados dos cofres públicos.

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