Surto de caxumba já atinge nove cidades paranaenses

Fernando Garcel


Com informações de Brunno Brugnolo, Metro Jornal Curitiba

O Paraná registra um surto de caxumba que já atinge nove cidades do estado. As ocorrências são localizadas principalmente em escolas nos municípios de Guarapuava, Maringá, Nova Fátima, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Cascavel, Pato Branco, Francisco Beltrão e em Curitiba.

Só na capital, mais de 700 casos foram registrados desde o início deste mês, ou seja, tem mais casos da doença do que no ano passado (675) e até mesmo em 2014 (563).

A doença, provocada por um vírus, é mais comum no inverno e no início da primavera, mas neste ano se manifestou antes. “Não é mais bem definido como era antes, os vírus vão se adaptando, como foi o Influenza neste ano”, declarou o chefe da Divisão das Doenças Transmissíveis da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), Renato Lopes. Os sintomas mais comuns são febre e rosto inchado, causado pelo aumento das glândulas salivares próximas aos ouvidos, mas podem ser registrados calafrios, dores de cabeça e musculares, fraqueza e dor ao engolir ou mastigar.

CapturarSegundo ele, as faixas etárias mais afetadas também mudaram. “Os casos estão acontecendo em maior número nos adolescentes e jovens adultos, pois nesta fase a imunidade de quem tomou a vacina quando criança diminui e a pessoa fica mais suscetível à doença”, explicou.

Apesar do aumento significativo na capital, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmou que a cidade não vive um surto e que está monitorando a situação, considerada dentro da normalidade.

A recomendação tanto do município quanto do estado é para que todos que não tomaram a vacina contra a caxumba na infância, procurem a unidade de saúde mais próxima para a imunização, mesmo os adultos (até 49 anos). A partir dos 20, a dose é única e não em duas vezes, como acontece para as crianças.

As outras dicas para a prevenção são semelhantes a da gripe: higiene pessoal, lavar bem as mãos, manter os ambientes arejados e não compartilhar utensílios de uso pessoal.

Nos alunos afetados pelo surto no interior, bem como para qualquer pessoa que seja infectada, a ordem é ficar em casa entre uma semana e 10 dias para tratamento e também evitar a transmissão para outras pessoas.

Em casos mais graves, a caxumba pode causar inflamações e complicações no sistema reprodutor dos homens e mulheres, meningite asséptica ou encefalite. “São situações raras, mas podem acontecer. No geral é uma doença benigna, com tratamento sintomático”, disse Lopes.

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