Justiça determina transferência de suspeito de matar advogada para Guarapuava

Andreza Rossini


Atualizado às 17:25

A nova juíza que assumiu o caso do Luis Fernando Manvailer, preso em São Miguel do Iguaçu, determinou que ele seja transferido para a Penitenciária Industrial de Guarapuava e não para Curitiba, conforme estava previsto.

Ele deve ficar na ala especial que acolhe presos com curso superior.

De acordo com a autoridade policial, a participação de Manvailer na investigação ainda é necessária e importante. Ele é suspeito de matar a esposa, a advogada Tatiane Spitzner, de 29 anos, que foi encontrada morta na madrugada de domingo (22) após cair do 4ª andar de um edifício, em Guarapuava, no centro-sul do estado. O professor é suspeito de ter jogado a vítima pela sacada e deve responder por feminicídio.

O Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (DEPEN) havia confirmado a transferência do suspeito para Curitiba na manhã desta terça-feira (24).

Conforme o relatório preliminar, havia sangue na calçada, no hall de entrada e no elevador. A polícia suspeita que o marido tenha carregado o corpo para dentro apartamento após a queda.

Foto: Reprodução/Facebook

De acordo com o advogado de defesa, Claudio Dalledone Junior, os fatos ainda não são claros. “Inclusive é papel da defesa ajudar na elucidação do que realmente aconteceu naquela madrugada. Queremos a verdade”, resumiu.

O pedido de transferência foi feito como medida de segurança. “É um caso de muita comoção, repercussão e achamos por bem, para garantir a integridade física do Luís Felipe, pedir a transferência”, explicou Dalledone.

O corpo da advogada foi sepultado na segunda-feira (23), no Cemitério Municipal de Guarapuava.

O suspeito prestou depoimento em audiência de custódia, na segunda-feira (23).

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