Suspeito de matar Rachel Genofre será indiciado pela Polícia Civil

William Bittar - CBN Curitiba

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Carlos Eduardo dos Santos, autor confesso do estupro e assassinato de Rachel Genofre, em novembro de 2008, será indiciado por homicídio triplamente qualificado e estupro de vulnerável, pela morte de Rachel, há quase 11 anos.

O suspeito, que estava preso em Sorocaba, no estado de São Paulo, por outros crimes, foi transferido para Curitiba, onde foi interrogado pela segunda vez nesta terça-feira (22).

Na primeira, quando foi ouvido ainda na Penitenciária 2 de Sorocaba, deu uma versão e agora, um mês depois, deu informações diferentes quando foi confrontado pela Polícia Civil que segue investigando o caso.

Para os investigadores, não há mais dúvidas de que ele matou Rachel Genofre, mas o que os policiais querem saber, é como é porque o crime aconteceu.

Rachel Genofre foi encontrada dentro de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba e, desde então, mais de 170 suspeitos foram investigados, mas Carlos Eduardo dos Santos, nunca foi um deles.

A delegada Camila Cecconelo, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), explica a dificuldade em conseguir identificar o suspeito quase 11 anos depois do crime. “O inquérito foi muito bem trabalhado, foram feitas diversas diligências, foi coletado muito material genético, várias testemunhas foram ouvidas, mas estamos diante de uma pessoa que não residia em Curitiba e as testemunhas de Curitiba não tem memória dele já que ele é descrito como uma pessoa muito discreta”, afirma a delegada.

Durante as investigações, os policiais descobriram que Carlos cometeu, pelo menos, outros seis crimes de estupro contra crianças de 4 a 14 anos de idade, mas a única criança que ele matou, foi Rachel Genofre.

Para o delegado Marcos Pontes, que investiga crimes de maior complexidade, é inegável que o suspeito tem transtornos, mas isso não o coloca como doente, já que ele tinha consciência do que estava fazendo todo esse tempo. São mais de 30 anos de crimes cometidos, prisões e, pelo menos, três fugas do sistema prisional.

Para cometer os mais diversos crimes, Carlos Eduardo dos Santos criou identidades falsas, se passava por advogado, missionário e ainda se relacionava com mulheres, com quem teve três filhos.

Sempre se passando por um homem reservado, se mostrava agressivo quando as pessoas começavam a descobrir as mentiras dele, como explica a delegada Camila Cecconelo.

A Polícia Civil espera encerar nos próximos dias o inquérito policial. Enquanto estiver na capital paranaense, Carlos Eduardo dos Santos ficará detido na Casa de Custódia de Curitiba.

 

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