Suspeito de matar Rachel Genofre é transferido para Curitiba

Carlos Eduardo dos Santos, suspeito de matar a menina Rachel Genofre, de apenas nove anos, foi transferido para Curitiba..

Francielly Azevedo - 23 de outubro de 2019, 08:09

Divulgação/PCPR
Divulgação/PCPR

Carlos Eduardo dos Santos, suspeito de matar a menina Rachel Genofre, de apenas nove anos, foi transferido para Curitiba na tarde desta terça-feira (22). O homem, que estava em Sorocaba, no interior de São Paulo, agora está detido na Delegacia de Homicídios na capital paranaense. A Polícia Civil do Paraná convocou uma entrevista coletiva para essa quarta-feira (23) com a delegada Camila Cecconello e o delegado Marcos Fontes, que irão fornecer detalhes referentes a desdobramento nas investigações do caso.

O suspeito foi confirmado como assassino em setembro e confessou o crime à polícia. Na ocasião, a delegada Cecconello relatou que o homem "alegou que morava em determinado local aqui no Centro de Curitiba e que ele já havia observado a Rachel. Após essas observações que ele fez da rotina dela, ele acabou abordando a Rachel. Ele disse que era produtor de um programa infantil de televisão, bem famoso na época, e chamou a Rachel para ir até o escritório dele para assinar os papéis que seriam necessários para ela participar desse programa de televisão”.

A polícia mostrou a foto da menina para Carlos Eduardo, que prontamente reconheceu a vítima. O homem relatou que Rachel concordou em ir até a residência dele.

As forças de segurança do Paraná confirmaram que tinham encontrado o suspeito, após análises de materiais genéticos. O DNA de Carlos Eduardo é compatível com os rastros encontrados no corpo de Rachel Genofre. A identificação foi possível após uma integração de dados entre Paraná, São Paulo e Brasília.

Carlos Eduardo estava detido desde 2016, em Sorocaba. Ele cumpre pena de 22 anos por outros crimes, alguns deles relacionados a estupros de crianças na faixa etária de Rachel.

O CASO

Rachel Genofre, de apenas nove anos, desapareceu no dia 3 de novembro de 2008, após sair da escola. Ela foi vista pela última vez, por volta das 17h30, em um ponto próximo à Praça Rui Barbosa, na Rua Voluntários da Pátria, no Centro de Curitiba.

O corpo da menina foi encontrado dois dias depois em uma mala, deixada embaixo de uma escada, na Rodoferroviária de Curitiba, também no Centro. Ele estava esquartejado, com sinais de estrangulamento e violência sexual.

A polícia foi acionada depois que dois indígenas, que dormiam na rodoviária, encontraram a mala suspeita durante a madrugada. A identidade de Rachel só foi confirmada após exames do IML (Instituto Médico-Legal).

As câmeras de vigilância da rodoferroviária não estavam funcionando naquele dia.

MAIS DE 200 EXAMES DE DNA

Durante quase 11 anos, foram feitos mais de 200 exames de DNA em busca do autor do crime. Vários homens foram presos, mas nenhuma suspeita se confirmou.