Tatiane Spitzner: STJ determina que Manvailer responda por qualificadora de motivo fútil

Redação

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O STJ (Superior Tribunal de Justiça) reinseriu a qualificadora de motivo fútil no processo que acusa o professor e biólogo Luis Felipe Manvailer de matar a esposa, Tatiane Spitzner em julho de 2018. A advogada de 29 anos foi encontrada morta, após ter o corpo jogado do quarto andar, no apartamento em que morava com Manvailer em Guarapuava, na região central do Paraná.

Em janeiro deste ano, o TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) retirou duas qualificadores: motivo fútil e que recurso que dificultou a defesa da vítima. No entanto, o MP-PR (Ministério Público do Paraná) recorreu da decisão e teve o pedido acatado em julgamento na última sexta-feira (2). A decisão foi publicada hoje (5).

No mês passado, a 1.ª Vara Criminal de Guarapuava marcou o júri popular de Manvailer para o início de dezembro. O júri do caso Tatiane Spitzner deve começar às 9h do dia 3 de dezembro. O Fórum da cidade também reservou o dia 4 para o julgament, que pode ser prorrogado pelos dias seguintes caso haja necessidade.

O advogado Gustavo Scandelari, que representa a família Spitzner, comentou que a qualificadora do motivo fútil significa um aumento na eventual pena do suspeito.

“Do ponto de vista prático, isso implica um grande aumento da pena para o réu. Vindo a ser condenado pelo tribunal do júri, o Judiciário deve fazer a dosimetria da pena dele e mais essa qualificadora vai ser avaliada também para estabelecer a pena final”, disse o advogado à BandNews Curitiba.

“A acusação é no sentido que todos os crimes praticados por Luis Felipe Manvailer se deram pelo motivo fútil que é a discussão em torno das redes sociais. E isso está provado nos autos, que foi por causa que ela tentava acessar o celular dele para ver os comentários em redes sociais e que eles já estavam discutindo isso antes, no bar onde se encontravam”, completou.

O Paraná Portal tenta contato com a defesa de Manvailer.

CASO TATIANE SPITZNER: RELEMBRE O CRIME

Manvailer e Tatiane Spitzner. (Reprodução/Facebook)

De acordo com a denúncia, Luis Felipe matou a advogada após diversas agressões físicas que teriam iniciado após um desentendimento ocorrido em virtude de mensagens em redes sociais, agindo por motivo fútil e desproporcional.

O réu foi interrogado em março, mas optou por permanecer em silêncio. Em breve manifestação à Justiça, negou que tenha matado a esposa e afirmou que a família da advogada influenciou testemunhas.

Tatiane foi encontrada morta no apartamento em que morava com Manvailer no dia 22 de julho de 2018. Um vídeo mostra ela sendo agredida antes de entrar no prédio, no estacionamento, no elevador, e a queda do 4º andar. Depois, o suspeito busca o corpo, leva ao apartamento, limpa os vestígios de sangue no corredor e elevador e foge do local por uma saída alternativa do estacionamento.

Confira imagens da noite:

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