Tatiane Spitzner: STJ nega pedido de liberdade de Manvailer

Redação

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O STJ (Superior Tribunal de Justiça), negou o pedido liberdade feito pela defesa de Luis Felipe Santos Manvailer, acusado de agredir e matar a esposa Tatiane Spitzner, em 2018.

A defesa entrou com o pedido de Habeas Corpus alegando o momento de pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A decisão do STF é desta segunda-feira (3) e nela o ministro Ribeiro Dantas afirma que não vislumbra “ao menos neste instante, a presença de pressuposto autorizativo da concessão da tutela de urgência pretendida”.

Ribeiro Dantas também destacou, acerca da pandemia, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), não chancelou o apelo do ministro Marco Aurélio para que os juízes atendessem a pleitos como esse.

Recentemente o Conselho Nacional de Justiça recomendou a análise de situações de risco, por conta da pandemia do coronavírus, caso a caso.

Para o advogado de defesa de Tatiane Spitzner, Gustavo Scandelari, a decisão do judiciário foi acertada. O advogado classifica como oportunista o pedido de defesa de Manvailer por conta da pandemia.”A defesa (de Manvailer) tem tentado se valer de um oportunismo, que é o período de pandemia que tem assolado o mundo inteiro, pra pedir que esse réu seja posto em liberdade. Mas,  em nenhum momento fez prova de que ele pertença a algum grupo de risco”, disse o advogado.

TATIANE SPITZNER FOI MORTA PELO MARIDO E A FAMÍLIA DA VÍTIMA ESPERA PELO JÚRI POPULAR

A família de Tatiane Spitzner aguarda a data para o júri popular do caso, que ainda não foi marcada. “A gente tá aqui aguardando que a data do júri seja marcada o quanto antes para gente poder fazer justiça logo”, disse a prima de Tatiane, Bruna Ribeiro Spitzner.

Aos 29 anos, a advogada foi morta por esganadura e jogada do prédio onde morava em Guarapuava. Imagens de câmeras de segurança mostram seu marido, Luis Felipe Manvailer, arrastando seu corpo da calçada para dentro do apartamento, limpando o sangue do local e depois fugindo, com outra roupa.

Nas investigações, ficou apurado que em nenhum momento ele chamou por socorro nem tentou avisar a família de Tatiane. A defesa alega que ela teria se suicidado, mas laudos do IML apontam que ela foi morta dentro de sua casa e seu corpo foi jogado pela sacada onde vivia o casal.

Manvailer irá a júri popular acusado de homicídio qualificado por asfixia, meio cruel (evidenciado pelas repetidas agressões filmadas) e feminicídio, além de responder por fraude processual, uma vez que tentou apagar vestígios de sangue e moveu o corpo do local.

O acusado está preso preventivamente desde 2018, quando foi detido enquanto fugia em direção ao Paraguai.

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