Taxa de ocupação de leitos para Covid-19 volta a crescer em Curitiba e chega a 83%

Redação

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A secretária de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, disse que a taxa de ocupação de leitos das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) públicas para pacientes com Covid-19 subiu para 83% nesta quarta-feira (24). O boletim da SMS (Secretária Municipal de Saúde) de ontem apontava que o índice era de 75% e que a capital paranaense soma 3.298 casos e 116 mortes.

“A gente divulga, para nossa equipe, duas vezes ao dia. Acabamos de fechar 83% de ocupação dos leitos exclusivos Covid. A gente tem muita preocupação, mas a população pode nos ajudar evitando aglomeração”, disse Huçulak ao Meio Dia Paraná, da RPC.

No entanto, a taxa de 83% não é recorde. No dia 16 de junho, a infectologista da SMS, Marion Burger, declarou que o índice estava em 86%.

De acordo com a secretária, o gráfico de casos atualizado pela SMS aponta que existem picos de internação a cada 14 dias. “Estamos chegando em pico de novo”, alertou ela.

Contudo, a prefeitura de Curitiba já tem um plano de contingência e abrirá 15 novos leitos no Hospital de Clínicas nesta quinta-feira (25). Vale lembrar que hospitais da cidade, como o Evangélico, já tem 100% de ocupação nos leitos UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

“Só que os leitos são finitos, é importante a população entender esse momento. Precisamos diminuir o contágio e a transmissão da doença”, ressaltou Huçulak.

COMÉRCIO E ÔNIBUS

Márcia Huçulak também avaliou o comércio e o transporte coletivo, vistos pela prefeitura como agravantes na situação da Covid-19 em Curitiba. Na visão dela, o decreto da bandeira laranja não teve o efeito esperado mesmo com a Urbs, empresa que administra os ônibus da capital, tenha feito um estudo para diminuir a circulação de pessoas.

“Soube, infelizmente, que embora a gente tenha orientado abrir das 10h às 16h, o comerciante faz o funcionário chegar no horário mais cedo. Então não teve o objetivo que a gente pretendia. Precisamos da colaboração dos comerciantes, das pessoas, de atender as orientações desse decreto”, disse.

A secretária também alertou que a Urbs registrou 31 mil idosos circulando no transporte público da cidade nesta terça-feira (24), o que reforça a análise que muitas pessoas estão saindo de casa sem necessidade.

“A proliferação do vírus está em uma velocidade muito grande, assustadora para nós”, analisou.

SECRETÁRIA DIZ QUE ENTENDE QUEM PEDE O LOCKDOWN EM CURITIBA

Huçulak também disse que é compreensível parte da população clamar pelo fechamento total da cidade por causa da Covid-19, mas que a prefeitura enfrenta uma encruzilhada, já que muitos empresários pede pela liberação de atividades. Com isso, ela prega que as decisões serão tomadas de acordo com os indicadores já estabelecidos pela Secretaria de Saúde.

“Eu entendo as pessoas que querem que fechem tudo, especialmente as famílias que têm perdas. E o alerta que a gente faz, observando óbitos, é que o contágio é muito familiar”, disse.

Por fim, ela diz que vê similaridades com as situações em Florianópolis e Porto Alegre, cidades que têm registrado piora nos casos de Covid-19 assim como Curitiba. Contudo, Huçulak ressaltou que a administração não quer chegar à bandeira vermelha.

“Florianópolis, segunda-feira, decretou quase um lockdown. Mesmo problema que a onda do coronavírus chegou a Região Sul. Porto Alegre está em uma situação muito similar a nós, também decretou bandeira vermelha, teve um decreto ontem restringindo um monte de atividades. Ainda estamos na bandeira laranja e não queremos chegar na vermelha. A gente tem condições, nosso sistema de Saúde está se organizando para isso”, finalizou.

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