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Quadro Negro: TCE cobra R$ 3,2 mi por desvio em escolas

Metro Jornal Curitiba O TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná) começou a julgar ontem o primeiro dos 14 ..

Redação - 15 de setembro de 2017, 08:23

Metro Jornal Curitiba

O TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná) começou a julgar ontem o primeiro dos 14 processos da Quadro Negro, operação que identificou fraudes em obras de sete escolas no Paraná. Os conselheiros avaliaram as irregularidades em dois projetos na cidade de Campina Grande do Sul, nas escolas Ribeirão Grande e Jardim Paulista.

O relator do processo, conselheiro Ivan Bonilha, responsabilizou 6 pessoas e pediu a devolução de R$ 3,2 milhões, além de cobrar R$ 962,3 mil em multas. As escolas, que deveriam ter sido construídas, não saíram da fase de fundação e ainda nem foram licitadas novamente.

Segundo apontou o TCE, entre os envolvidos está Eduardo Lopes de Souza, dono da construtora Valor (e delator da Operação Quadro Negro), Maurício Fanini, ex-diretor da Secretaria de Educação e Jaime Sunye, ex-superintendente da Sude.

Sunye foi testemunha de acusação do Ministério Público e ontem sua defesa afirmou que sua atuação foi “de extrema lisura” e que ele não participava do esquema. O conselheiro Fernando Guimarães proferiu um voto divergente, sem responsabilizá-lo, mas o entendimento foi derrotado no plenário.

Delação

Eduardo Lopes de Souza fez delação e o acordo foi homologado na última semana pelo ministro do Supremo, Luiz Fux. Lopes diz que parte dos desvios eram repassados para Fanini e por fim irrigaram a campanha de reeleição de Beto Richa (PSDB) em 2014.

Os deputados Valdir Rossoni (PSDB) e Plauto Miró (DEM) também teriam recebido parte dos valores, em troca de liberações de verbas da Assembleia Legislativa.

O governador nega as acusações e chama Lopes de mentiroso. Os deputados também refutam a delação. Maurício Fanini não foi encontrado.