TJ nega pedido do MP para que avó de Eduarda Shigematsu volte para a prisão

Thaissa Martiniuk - Bandnews FM Curitiba


O Tribunal de Justiça do Paraná negou o pedido feito pelo Ministério Público para que a avó da menina Eduarda Shigematsu, assassinada no norte do estado, volte para a prisão. De acordo com o desembargador Clayton Camargo, não há provas concretas contra Terezinha Guinaia. Além disso, o magistrado afirmou que a acusada é ré primária, tem bons antecedentes, sempre teve residência fixa e tem um trabalho lícito. A mulher responde por homicídio e ocultação de cadáver da neta, de 11 anos, morta em abril deste ano em Rolândia.

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A polícia afirma que o filho de Terezinha, Ricardo Seidi, assassinou a filha Eduarda e depois escondeu o corpo no quintal de casa. Um laudo do IML revelou que a menina foi morta por esganadura, e não enforcada com uma corda, como Ricardo disse que havia acontecido. Em depoimento, ele alegou que a filha se suicidou e que, desesperado, preferiu enterra-la a chamar a polícia. A avó foi presa quatro dias depois do corpo ser encontrado.

O entendimento da investigação é de que Terezinha sabia do crime e, mesmo assim, preferiu não denunciar o filho. A mulher afirma que não tinha conhecimento da morte e que achava que a neta havia fugido de casa. Em depoimento ao delegado, ela chamou o filho de “monstro” e alegou desconhecer qualquer motivação para o assassinato. A motivação do crime ainda não foi apontada.

Além do homicídio e ocultação de cadáver, também é atribuído a Ricardo Seidi e Terezinha Guinaia o crime de falsidade ideológica, já que eles tentaram adulterar a realidade dos fatos para dificultar a investigação, de acordo com a polícia.

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