Todas as obras investigadas pela Operação Pecúlio apresentam irregularidades, diz PF

A Polícia Federal (PF) concluiu que todas as obras investigadas pela Operação Pecúlio apresentam irregularidades. A inve..

Fernando Garcel - 06 de dezembro de 2016, 15:24

A Polícia Federal (PF) concluiu que todas as obras investigadas pela Operação Pecúlio apresentam irregularidades. A investigação deflagrada em abril apura o esquema de corrupção de fraudes em licitações dentro da prefeitura de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, com recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Entre julho e novembro, peritos retiraram amostras das obras e verificaram aspectos estruturais. Por fim, o resultado da análise apontou que todas as obras apresentaram divergências. "Todos os serviços executados nós encontramos irregularidades. Foi na pavimentação com asfalto, na pavimentação com poliedro, na questão das bases", conta o perito criminal federal Fernando Rosemann.

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Segundo Rosemann, as medidas e os urbanismos também apresentam fraudes. "A espessura de calçadas, tipo de meio fio, rede de drenagem. Basicamente em todos os serviços que foram executados, alguma fraude foi praticada pelos executores", finaliza.

Em fotos divulgadas pela perícia é possível visualizar a real espessura da capa asfáltica de oito obras investigadas. Todas apresentam tamanho menor que o recomendado, que é de 7 centímetros. No caso mais grave, na Avenida Olimpio Rafagnin, o asfalto tem apenas 3 cm. A via também é o maior superfaturamento encontrado nas investigações. Foram R$ 3,7 milhões pagos cerca de R$ 1,2 milhão foram desviados.

também são prejuízos", concluí o perito criminal federal Giovani Vilnei Rotta.

Agora, os laudos das periciais serão entregues junto a um novo inquérito da PF ao Ministério Público Federal (MPF).

Operação Pecúlio

A Operação Pecúlio foi deflagrada no dia 19 de abril e já teve quatro fases. A investigação tem mostrado que servidores públicos de várias secretarias municipais, diretores, agentes políticos, ex-secretários e empresários tinham um esquema montado para desviar dinheiro por meio de fraudes em licitações. A estimativa da Controladoria-Geral da União é de que cerca de R$ 5 milhões foram desviados dos cofres públicos.

O prefeito afastado de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, se tornou alvo na etapa mais recente e a ação contra ele corre na Justiça Federal porque ele tem foro privilegiado. Ao todo, 11 suspeitos permanecem presos.