Seis trabalhadores em condições de escravidão são libertados no Paraná

Angelo Sfair

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Seis trabalhadores em condições análogas à escravidão foram resgatados nesta quarta-feira (20) durante uma operação coordenada pelo Ministério da Economia e pelo MPT-PR (Ministério Público do Trabalho). O caso foi registrado na zona rural de Coronel Domingos Soares, no sudoeste do Paraná. Os homens trabalhavam na extração de madeira para a fabricação de compensados.

De acordo com a força-tarefa liderada pelo Ministério da Economia, no mesmo dia o empregador assinou as carteiras de trabalho e pagou o equivalente à rescisão contratual. Ele terão direito, por exemplo, a três meses de seguro-desemprego.

Conforme o MPT no Paraná, os trabalhadores foram retirados do local em razão da precariedade do alojamento. Ele dormiam em um local improvisado, sem água potável. Além disso, os sanitários e chuveiros não reuniam condições mínimas de saúde. Assim, os trabalhadores em condições análogas à escravidão eram obrigados a fazer suas necessidades fisiológicas em campo aberto.

Além disso, o alojamento não contava com espaço adequado para que os funcionários guardassem pertences pessoas. Bem como não havia espaço para todos: havia, inclusive, quem dormisse num colchão sob a mesa de refeições.

CONDIÇÕES ANÁLOGAS À ESCRAVIDÃO NO PARANÁ

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Divulgação/MPT

De acordo com a força-tarefa, as equipes enviadas a Coronel Domingos Soares, no sudoeste do Paraná, encontraram os seis trabalhadores em condições de risco. Eles não tinham treinamento, nem acesso aos EPIs (equipamentos de proteção individual).

Parte dos homens resgatados eram explorados na propriedade rural desde abril. Nenhum deles tinha a carteira assinada pelo empregador, muito menos algum direito trabalhista respeitado. O local fica a aproximadamente 35 km de distância do centro de Coronel Domingos Soares.

De acordo com o Ministério Público do Trabalho no Paraná, durante a operação de ontem (20), outras duas frentes de investigação foram identificadas. Uma também está ligada à extração de madeira. Outra, à indústria da Erva Mate.

Por fim, além dos seis trabalhadores em condições análogas à escravidão resgatados, um total de 18 trabalhadores foram atendidos pela força-tarefa, dos quais 16 não tinham sequer a carteira assinada. Três empresas madeireiras e uma ligada ao mate foram alvo de fiscalização.

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