Traficante argentino preso pela Interpol é extraditado de Foz do Iguaçu

Narley Resende


A Polícia Civil confirmou a extradição de Ibar Esteban Pérez Corradi, narcotraficante e autor intelectual do assassinato de um policial argentino. Ele foi capturado na manhã desse domingo (19) em Foz do Iguaçu, Oeste do Paraná, e já extraditado inicialmente para o Paraguai. Depois, a Justiça deve decidir aonde ele será levado.

Esteban estava com impressões digitais apagadas, usava identidade de pessoas mortas e mudou a aparência para não ser identificado. Desde 2012 ele era procurado pela Interpol, a Polícia Internacional. A prisão aconteceu em um prédio residencial, em Foz do Iguaçu. A operação para prendê-lo aconteceu com a ajuda de autoridades paraguaias.

O traficante argentino que estava foragido havia quatro anos. Segundo os policiais, Ibar Esteban foi condenado por crimes no país em que nasceu e também no Paraguai. Corradi também é considerado operador de drogas do mexicano Joaquín Guzman, conhecido como “El Chapo”, um dos maiores traficantes do mundo.

O ministro do Interior argentino, Francisco de Vargas, disse à imprensa internacional que optou por transporte aéreo para levá-lo a partir do Alto Paraná para Assunção, considerando que “é a maneira mais rápida e mais segura.”

O homem agora está à disposição do Ministério Público paraguaio, que vai definir o encaminhamento para o Departamento da Polícia Nacional ou o Grupo Especializado Judicial, segundo o secretário ade Estado, que disse que será um juiz que vai determinar onde manterá detenção.

Corradi Ibar Perez estava entre os homens mais procurados pela Interpol na região. Na Argentina, ele é acusado por pelo menos três casos de assassinato e lavagem de dinheiro.

No Paraguai recentemente adulterou documentos de identidade. Segundo autoridades argentinas, ele pagou uma rede de policiais corruptos para adulterar o documento de identidade e um passaporte em nome de Walter Miguel Ortega Molinas, que morreu em 24 de novembro de 2002, em um acidente de trânsito na cidade Fernando de la Mora.

O suposto narcotraficante se refugiou no Paraguai em 2012, onde teve filhos.

Ele ainda era apontado como um dos principais fornecedores de efedrina, um composto usado para preparar drogas sintéticas. Ele também é procurado nos Estados Unidos.

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